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 Mystic Grill

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Caroline Forbes
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MensagemAssunto: Mystic Grill   Qui Abr 07, 2011 2:40 pm

Relembrando a primeira mensagem :

O lugar onde todos da cidade se reúnem, tanto para beber jogar ou para passar o tempo com os amigos, recentemente foi reaberto devido ao um incêndio misterioso.



some kind of happiness
Vampira. Controladora. Preferencia para Híbridos.


Última edição por Caroline Forbes em Ter Maio 31, 2011 3:18 pm, editado 2 vez(es)
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AutorMensagem
Eva Bulkövsky

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qua Set 19, 2012 4:30 pm

Happiness is a warm gun
(bang bang, shoot shoot!)
I need a fix 'cause i'm going down



Devorava o hambúrguer como se nunca tivesse visto comida na vida, engolia a carne no seco, mergulhada em pensamentos mais importantes que amargavam o gosto da comida. Haviam sonhos que pareciam estar pregados em suas pálpebras, todas as vezes que fechava os olhos via as imagens confusas voltarem a tona, imagens do rosto de Michael lentamente se transformando em algo maligno, fisicamente demoníaco. Imagens do pai também, muito diferentes da foto que guardava no bolso da calça, ele parecia preocupado e cansado. Talvez essa nem fosse uma memória de verdade, podia muito bem ser uma peça de sua imaginação, feita para destroçar seu coração.

Sentia o aço frio da sua faca escondida dentro da bota, as palavras nunca desista sem antes lutar que havia talhado na madeira do cabo quando ainda vivia presa no orfanato pareciam ter um peso infinito agora, como se olhasse para a menininha que fora no passado e lhe contasse que falar era mais fácil do que fazer. Sentia um choro começando a entalar em sua garganta, mas não se permitiria ser tão fraca, balançou a cabeça, afastando qualquer lagrima que ousasse escapar quando sentiu um arrepio cruzar sua nuca. Arregalou os olhos, assustada por um segundo pensando que fosse Michael, mas não. Era uma essência completamente diferente da do lobo. Hanna. O nome pulou em sua mente, estava chegando mais perto. Ouviu o banco duas cadeiras ao seu lado se arrastar e então a voz da vampira preencheu o silencio de sua mente – Um suco de abacaxi, por favor... – a voz não pareceria diferente para qualquer um que não prestasse atenção, mas Eva conhecia a tristeza muito bem. No seu intimo, Hanna parecia revelar um estado de espírito tão lastimável quanto o de Eva.

Espiou pelo rabo do olho a vampira, lembrando-se de como Hanna parecera tão pequena à sombra de seu criador. Ela era terrivelmente parecida com Charllote, a amiga que morrera de febre amarela nos braços de Eva, ainda no orfanato. Desde os olhos azuis cristalinos até o sorriso maroto, a única diferença era o cabelo dourado, oposto ao preto cor de noite de Lottie. Aquilo não fazia bem algum para sua alma, já lhe doía muito a saudade que sentia do pai, a ausência da mãe que nunca chegou a conhecer e o buraco vazio no peito que a morte de Charllote lhe tinha custado, não precisava de mais alguém ali, fazendo estragos.

Se fosse esperta, fugiria para longe antes que acabasse fazendo alguma estupidez, mas antes que pudesse se deter já estava empurrando o sanduíche para longe, tinha perdido o apetite, e se afastando para as mesas de sinuca. Com um olhar por cima do ombro, seus olhos se encontraram com os de Hanna, sua garganta se apertou, mas a bruxa tinha certeza de que a vampira teria entendido o recado. Puxou um taco, preparando-se para o jogo. Sentia a presença de Hanna chegando mais perto, o suficiente para que ouvisse a voz fraca de Eva – Quantos anos você tinha? – perguntou, assustando-se com o som da própria voz. Nos últimos dias, tinha estado tão sozinha, escondida à sombra das próprias memórias, que era como se não tivesse boca, mas a voz saíra como sempre, doce, suave e meio morta.

Levantou os olhos para Hanna. A vampira tinha um rosto tão jovem quanto o seu próprio, mas enganava. Não era tão velha quanto Henri, mas chegava aos cinqüenta. Havia um ar oitentinha que a rondava, talvez algo que dedurasse a época de sua transformação, mas Eva não conseguia ter certeza. Talvez Hanna fosse ainda mais jovem do que ela quando teve sua vida roubada pelo vampiro da festa.

Postou com: Hanna.Tagged:Hanna. Michael. Jason. Thomas. Charllote. John Bulkövsky Soundtrack:U and Ur hand - P!nkPost: 02

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Jason Kylle
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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qua Set 19, 2012 7:21 pm




Anger resides only in the breast of fools



As portas do Mystic Grill eram movidas pelas mãos do homem que acabava de entrar ao local, Jason estava meio pensativo com tudo que havia acontecido na festa que tinha ido, aliás, houve comentários de que a festa fora um desastre no final, ouviu comentários de pessoas machucadas e brigas de vampiros e lobos, enfim, ainda bem que tinha se aliviado daquilo antes de acontecer, se bem que ele também havia participado de uma leve algazarra naquele dia, pensava em Michael com ódio mortal, ele quase o matou covardemente.
Chegava ao balcão do bar e se sentava pedindo uma dose de vodka com limão, encostava os cotovelos no balcão e logo deixava a cabeça cair para frente fazendo estalar seu pescoço, estava tão tenso...
As coisas com Zed estava indo bem, teve coragem de propor a ele uma vida a dois, mas percebeu que o garoto ficou meio balançado, tinha deixado ele dormindo em casa enquanto se arrumava para sair, logo iria ligar para ele para avisar, apenas queria deixar o outro descansar um pouco. O barman trazia sua bebida e se virava indo atender outra pessoa, agradeceu e se virou agora encostando as costas na madeira e ficava observando o movimento, via as pessoas jogando sinuca e algumas conversando e bebendo, eis que reparou em duas pessoas que o fizera se espantar um pouco.

"As garotas da piscina e uma delas me chamara de Jay...Ah não"

Pensou o mesmo querendo disfarçar e se virar para o bar tentando manter-se oculto, esperava que elas não a teriam visto, dava um gole direto e colocava o copo no balcão, arrastou a cadeira e se levantou vagarosamente, o que menos queria era esbarrar em alguém que fosse amiguinho do outro.




Tag: Eva e Hanna

Post:001
Musica: Nenhuma
Roupa:essa aqui
Notas: Tentando se esquivar das jovens "conhecidas".


thanks, baby doll at oops


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Hanna McConnell Whiteley

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qua Set 19, 2012 7:50 pm




Life is unfair, kill yourself or get over it


O tempo que tive de esperar para que meu pedido ficasse pronto pareceu se arrastar propositalmente. Mais uma vez, a imagem da máscara negra veio a minha mente e todas as lembranças do dia de minha transformação chocaram-se contra todas as barreiras mentais que tentara criar. “Por favor...” minha voz era tão fraca que mal conseguia falar “Será rápido, eu prometo. E toda a dor vai passar” em seguida foi a voz de meu criador que destruindo qualquer obstáculo que me impedia de lembrar, então as lembranças pularam para o dia em que voltei para casa e encontrei Hayley, minha caçula estava tão abatida com meu desaparecimento que não acreditou quando me viu. Mas, da felicidade no reencontro, foi a repulsa ao descobrir o que eu havia me tornado, e em seguida o som do tiro me fez abrir os olhos de uma só vez, quase saltando na cadeira com o a voz da garçonete. – Está tudo bem? – Ela perguntou de forma educada e assenti rapidamente com a cabeça, virando o copo com suco de abacaxi de uma só vez na boca. A bebida gelada pareceu acalmar meus nervos, mas só por alguns segundos. “Han, eu te amo”, fechei os olhos com força e quando os abri, o fantasma de Hay estava olhando-me. Não, não era minha irmã, era Eva, a bruxa que me odiava.

Seu olhar fez meu peito doer, mas havia entendido. Levantei-me da mesa, respirando fundo antes de avançar lentamente em direção à bruxa, que segurava um dos tacos de sinuca, preparando-se par jogar. Quando estava próxima o suficiente ouvi Eva perguntar – Quantos anos você tinha? – Peguei o taco, congelando por um segundo. Remoer aquele assunto seria como abrir minhas feridas. Fechei os olhos, enchendo o peito de ar, virando-me para a mesa de sinuca e posicionando o taco. – Dezessete. – Tentei não mostrar pela voz o quanto estava abatida, mas ela era uma bruxa, saberia de tudo com facilidade. – No baile de formatura do colégio. – Engoli em seco, comprimindo os lábios enquanto ajeitava as bolas no centro da mesa. Virei o rosto para Eva e a encarei com intensidade, e com medo também. Pousei o taco sobre a mesa e estendi as mãos em sua direção. – Quer ver? Não é muito bonito, mas... seria bom compartilhar com alguém sem precisar falar. – Meus olhos encheram-se de lágrimas, mas não as derramei. Mostraria tudo o que ela quisesse ver, quem sabe assim diminuiria um pouco o peso em minhas costas. Não! Mostrar tudo me deixaria exposta demais, e mesmo sendo a imagem cuspida de Hayley, Eva poderia não ter boas intenções como minha irmã, mesmo que tudo nela gritasse o contrário.




Tags: Eva Wearing: this Notes: Snow Patrol - Run


Última edição por Hanna McConnell Whiteley em Qui Set 20, 2012 9:22 pm, editado 1 vez(es)
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Eva Bulkövsky

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qua Set 19, 2012 8:52 pm

Happiness is a warm gun
(bang bang, shoot shoot!)
I need a fix 'cause i'm going down



Hanna não queria falar sobre aquilo e Eva não podia julgá-la por isso. Tivera uma previa da história de Hanna enquanto ainda estavam no baile, a bruxa ouvira sorrateiramente parte do desabafo da vampira com Henri enquanto esperava por ele no jardim, aquela não era uma história bonita. Começava a suspeitar que nenhuma história seria, não de verdade. Mesmo machucada, Hanna respirou fundo e se fez de distraída enquanto posicionava o taco de sinuca, como que para esconder o quanto aquele pequeno esforço lhe custava – Dezessete – sussurrou, querendo ser mais forte do que era. Quando se conheceram, Hanna dissera a bruxa que ela era uma ótima atriz, agora pensava ironicamente que a vampira também era uma atriz formidável, mas não conseguiria enganá-la. Eva conhecia o suficiente do sofrimento para reconhecê-lo mesmo camuflado.

Anuiu com a cabeça, Hanna era apenas uma garota quando perdeu tudo. – É a mesma idade que eu tinha quando fugi do orfanato – sussurrou, como se aquela informação pudesse consolar a vampira. Eva tentara fugir antes, duas vezes, mas fora frustrada em ambas. Ainda carregava cicatrizes que provavam o que as irmãs de caridade faziam com garotas mau criadas que tentavam escapar. Sentiu um gosto amargo como bile preencher sua garganta que foi logo substituído por uma sensação de soco na boca do estomago, perdeu o fôlego por um instante ao ser surpreendida por mais uma essência. Não era tão fácil reconhecê-lo como aos outros, mas sabia que Jason não estava muito longe, a poucos metros, sentado no bar. Será que já a tinha visto ali? Uma oportunidade acabara de pousar em seu colo e lá estava Eva, hesitando em agarrá-la. Jason e mais ninguém. Nenhum bruxo, só o lobo. Era quase como uma intervenção divina.

Mas então Hanna estendeu a mão – Quer ver? Não é bonito, mas... Seria bom compartilhar com alguém sem precisar falar – disse a vampira e o choque de Eva era visível. Era possível que a mesma assassina que tinha atacado Will na noite do baile estava expondo-se dessa forma? Estava cortando-se ao meio e deixando que Eva vasculhasse segredos que talvez ela mesma gostasse de evitar, mas porque? Porque confiava nela tanto assim? Seu coração se apertou, novamente não sabia o que fazer, se demorasse demais corria o risco de perder Jason, mas ao mesmo tempo sentia-se presa à aquela garota de apenas dezessete anos, pelo menos em sua mente era assim que a via, que se parecia tanto com Lottie.

Matou a distancia entre as mãos, tocando seus dedos pálidos e em retribuição deixou que vasculhasse sua história também. As imagens vieram rápidas e confusas, sentia as dores de Hanna, as angustias e até mesmo o medo do Mascarado era compartilhado entre as duas enquanto assistia a brutalidade do horror que Hanna tinha sofrido quando sua vida estava apenas começando. Suas próprias memórias estavam ali também, misturadas nas da vampira, memórias da madre superior surrando a sua pele e vislumbres rápidos do pai, quando Eva ainda era só um bebe. Então viu Charllote, era dia e as duas garotas estavam sentadas no telhado do orfanato, Lottie espalhava uma pomada ardida pelo pulso de Eva, tinha sido queimado na noite anterior, aquilo acontecera logo depois da segunda tentativa de fuga da bruxa. – Collin diz que vai me tirar daqui quando eu completar dezoito na semana que vem – a amiga dizia, enquanto cuidava das feridas de uma Eva de apenas quinze anos. Lottie amava Collin, o assistente do padeiro da rua onde viviam. – E então, você pode vir com a gente... – fazia planos feliz, mas Lottie nunca chegaria a ver o décimo oitavo aniversario, adoeceria antes, naquele mesmo dia. Seria acometida por uma terrível febre, passaria a noite alucinando nos braços de Eva enquanto a bruxa tentava curar a amiga e na manhã seguinte estaria morta.

A visão daquela conversa, a anos esquecida, fez com que Eva se afastasse como se tivesse levado um choque, mas antes de seus dedos quebrarem o elo que a ligava a Hanna, viu uma garota na mente da vampira, era ela, era Eva. Não, os olhos não eram os mesmos, quem era? Pensou, mas no segundo seguinte todas as imagens desapareceram e o que via era a Hanna vampira parada a sua frente. Jason tentava escapar, mas Eva já não estava preocupada. Ele não podia ir longe e logo a bruxa iria encontrá-lo.


Postou com: Hanna. JasonTagged:Hanna. Jason. Thomas. Charllote. John Bulkövsky Soundtrack:New Perspective - Panic! At the disco Post: 03

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Frederik Slaint

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qui Set 20, 2012 12:20 pm



( I'm breathing ...)



And you are?





|Após viajar por muito tempo finalmente conseguia achar a placa de "Bem vindo à Mystic Falls", fora um alívio saber que não teria mais que caçar esse lugar que nem um louco. A chegada do novo visitante causara algumas alterações nas meninas que pela rua passava, olhares sedutores, cochichos, risadas, mas nenhuma o fez parar... Prosseguia em direção de alguma pensão ou hotel que fosse para já se fixar no lugar, porém a fome estava fazendo seu trabalho de dispersa-lo do seu foco, passou por alguns lugares que sempre diziam a mesma coisa..
"Mystic Grill"
Não seria difícil encontrar o lugar aonde os jovens sempre se encontravam, até que ao virar a esquina conseguia ver o local, estava feliz ao vê-lo e partiu direto pra lá.
Empurrava a porta vendo o local dali mesmo, era bem confortável e estava cheio, realmente poderia se dizer que para uma cidade pequena a movimentação é excelente. Entrava no recinto e novamente a imagem de uma nova pessoa na cidade chamava a atenção, tá, não gostava de admitir que chamava tais olhares para si, mas pra que isso tudo? Sentou-se no balcão e pediu um hambúrguer para começar a matar aquela fome, o garçom acenava com a cabeça e se virava, bastava agora ele esperar e ver o que tinha de bom naquele lugar... |










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Jessica Craigdalle

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qui Set 20, 2012 6:22 pm


Where is my mind?
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Não abri os olhos de imediato, tateei a cama em busca do meu medalhão e quando o encontrei, apertei-o entre os dedos, soltando de uma só vez todo o ar que estava preso em meus pulmões. Pareceu um soluço alto, e logo em seguida vieram as lágrimas. Abri os olhos lentamente, tentando me acostumar com a claridade do quarto que me incomodava, fazendo-me piscar várias vezes e esfregar as pálpebras úmidas. Perdi a conta de quantas vezes contei até cem enquanto permanecia estirada na cama, lembrando-me dos acontecimentos do baile, de Alexia, os vinhos, o fogo, Hanna, o lustre, Henri, Eva e William. Ao pensar em William levei uma mão até a testa, massageando-a. Após sairmos do baile o humano curioso veio com uma avalanche de perguntas sobre vampiros, e mesmo tentando evitar ao máximo revelar o que existia ou não, algumas coisas acabaram por escapar. O que diminuía o peso em minha consciência era a certeza de que ele esqueceria tudo quando acordasse. Sentei-me na cama, empurrando o edredom para o lado, analisando então todos os ferimentos no meu corpo. Trajava apenas as roupas íntimas, chegara tão cansada e dolorida que não me dei o trabalho de cuidar dos ferimentos ou de colocar um pijama, queria minha cama e um pouco de paz apenas. Joguei as pernas para fora da cama e caminhei até o banheiro, retirando o restante de roupa pelo caminho, jogando-as num canto. Parei embaixo do chuveiro e liguei a água gelada, que ao entrar em contato com minha pele extremamente quente, fez-me soltar um grito de surpresa e alívio, meu estado febril devido aos ferimentos mal cuidados podia piorar, o melhor a se fazer era limpá-los e tentar conjurar um feitiço depois.

Meu banho deve ter durado mais de vinte minutos, o que provavelmente geraria reclamações dos donos da pensão, mas não estava me importando. Senti o corpo renovado e relaxado, vesti as primeiras roupas que encontrei e parei em frente ao espelho, fitando-me com certo desprezo. O baile ter sido um verdadeiro desastre era tudo culpa da dona daquele reflexo triste, os cabelos vermelhos como fogo emolduravam o rosto pálido como um quadro e os olhos grandes e azuis pareciam cristais. Embora tudo contribuísse para a garota estar feliz por ser bonita, não estava. Eu não vivia feliz desde a morte de meu pai, e talvez, jamais conseguisse ser como antes. Balancei a cabeça, rapidamente desviando o olhar do espelho, doía ter que ver o passado no reflexo. Caminhei até a porta e fitei a maçaneta durante alguns segundos e quando estendi a mão, segurando-a, quase soltei um gemido de dor. Afastei rapidamente a mão do metal frio, observando os cortes que ainda estavam ali. – Sublata omnis est cruor et leviter cute vulnera. – Lentamente, a carne começou o processo de cicatrização, aliviando um pouco do desconforto. Quando cheguei na recepção da pensão, uma velha senhora avisou-me que o horário para o café já terminara há vinte minutos. Assenti com a cara torcida numa careta e sai para a rua, desejando apenas forrar o estômago com algo, estava fraca, precisava comer ou acabaria desmaiando com a pressão baixa.

O Grill fora a primeira e única ideia que tive, mas ao entrar no recinto, me arrependi completamente. Estava cheio, e tinha certeza que muitos ali eu havia visto no baile, e quanto menos me lembrasse da véspera, melhor seria. Respirei fundo, mordendo o lábio inferior com força, avançando em passos firmes até o balcão, sentando-me e apoiando os braços cruzados sobre a madeira. – Um suco de laranja e... – Parei de falar quando a presença ao meu lado ficou mais forte. “Bruxo!”, minha mente gritou, fazendo-me olhar o rapaz de soslaio. Parecia novo na cidade, assim como eu. – Um suco de laranja somente? – A garçonete me fez despertar do transe. – E um queijo quente, por favor. – Pisquei várias vezes, massageando as têmporas discretamente. Outra áurea ali também me chamou atenção, uma áurea conhecida e muito forte, ao olhar na direção da mesa de sinuca, avistei Eva e Hanna conversando. – Droga... – Sussurrei rapidamente desviando o olhar. Não queria criar laços com nenhuma das duas, mas Hanna salvara minha vida e Eva, por mais que tentasse afastar as pessoas, acabava me atraindo de curiosidade e mesmo tentando negar, já havia criado afeto pela pequena bruxa. – Seu pedido – lutei contra minha própria mente, mas as palavras da garçonete saíram emboladas e distantes. – O quê? – Vinquei a testa e só então notei meu pedido pronto na minha frente. – Obrigada... – Sussurrei, mas a garçonete já tinha se afastado. Após comer e beber o suficiente para me sentir satisfeita, limpei os lábios com o guardanapo e olhei novamente para o rapaz sentado ao meu lado. – Acho que não o vi no baile ontem – Na verdade queria conversar com alguém, e ele não transmitia uma energia ruim, pelo contrário, era boa.
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Frederik Slaint

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qui Set 20, 2012 6:54 pm



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| O garçom trazia seu pedido e colocava ao lado dele, no mesmo momento o rapaz se virou e novamente agradeceu com a cabeça, não era acostumado em beber algo enquanto comia, fazia mal ao organismo, novamente ele estava dando uma de nutricionista, ele era muito cuidadoso com sua aparência e corpo, era isso que fazia ele ser foco de olhares quase canibalescos de mulheres, por fim.
Pegava o prato com seu lanche e antes de toca-lo sentiu algo estranho, parecia estar sentindo uma espécie de energia bem forte, os olhos se iam de canto e logo viu uma jovem ruiva ali também lanchava, ela tinha algo muito em comum com o próprio, então era verdade... Uma bruxa! Aquela cidade realmente tinha seres místicos, daquele ponto ele se virou por completo e viu duas jovens que também estavam conversando e um rapaz que acabava de passar pelos dois, um lobo, uma vampira e outra bruxa, aqueles choques de energia eram enormes, ficou tão satisfeito que esboçou um sorriso em sua face, novamente abaixou a cabeça e pegava seu lanche, comia vagarosamente até o último pedaço, pegou um guardanapo e limpava os vestígios que se encontravam nos cantos de sua boca e por fim o silêncio era quebrado e uma voz doce e feminina soou em sua direção.
– Acho que não o vi no baile ontem.
Frederik se virou para o balcão e pediu sua bebida para ingerir melhor seu lanche, um suco de goiaba era citado e voltou a olhar para a jovem docemente e surpreso.
- Teve um baile ontem por aqui ?
A voz do rapaz era angelical e bem audível, que ótimo que alguém queria puxar um papo, estava quase esquecendo o que era ter alguém para conversar, viajou durante tanto tempo que nem teve tempo para fazer isso...
- É que sou novo na cidade, pelo visto perdi algo bom...
Encostava o cotovelo no balcão e fixava agora toda sua atenção para a jovem, até que deu levou sua mão até a cabeça preocupado com algo..
- Nossa... Que desastrado, prazer... Frederik Slaint.- Pegou na mão da outra com delicadeza e a beijou no topo, sempre fora cordial com as mulheres da sua casa, sua mãe e sua avó adoravam vê-lo fazendo aquele gesto.
- Como a senhorita se chama?
Voltou a ficar de foco na outra.|










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Jessica Craigdalle

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qui Set 20, 2012 7:52 pm


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Arqueei as duas sobrancelhas quando tive as provas de que o rapaz realmente era novo na cidade. Dei um sorriso contido, voltando o olhar para meu prato com farelos de pão. – Um baile de máscaras. Mas, acredite você teve sorte por não ter ido. Não perdeu nada de bom. – Suspirei, lembrando-me das pessoas feridas, correndo apavoradas para longe do meu fogo, o fogo que eu criei. Não queria e nem devia falar sobre o que acontecera no baile, manter sigilo sobre os vampiros, lobisomens e bruxos, mesmo que o rapaz soubesse, era extremamente importante. Não queria assustá-lo com os acontecimentos estranhos da cidade, embora era tentador botar medo em alguém. Virei o rosto para o rapaz, ainda sorrindo quando o mesmo se apresentou, um pouco preocupado por ter se esquecido de fazer isso antes. – Tudo bem. Sou Jessica. – Frederik surpreendeu-me ao segurar minha mão e beijar o topo, um gesto digno de verdadeiros cavalheiros. A energia que fluía de seu corpo passou pelo meu, como correntes de eletricidade, fazendo-me puxar a mão com sutileza e desmanchar o sorriso que antes estampava meu rosto. Não que estivesse com medo do bruxo, mas manter distância era melhor, ou acabaria criando laços por descuido, assim como aconteceu com Eva. – Chegou à cidade a pouco então? – Soltei um riso baixo e um pouco forçado, retirando do bolso do jeans uma nota de dez dólares e a empurrando-a sobre o balcão para que a garçonete quitasse a conta. – Também sou nova por aqui. Cheguei há três dias, ainda estou meio perdida, leva tempo para se acostumar. – Balancei a cabeça, lembrando-me vagamente de Inverness e de Nova York. – Veio de onde? – Voltei a fitá-lo, agora um pouco mais curiosa do que antes, mas ainda assim, estava tensa com a presença de Eva e de Hanna do outro lado do bar, queria conversar com ambas, mas não tinha coragem para me aproximar depois de tudo o que acontecera noite passada.

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Frederik Slaint

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qui Set 20, 2012 9:00 pm



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And you are?





|Seu suco era posto acima do balcão, não havia se tocado nisso enquanto não parasse de escutar Jessica, era tão doce, mas parecia que estava reprimida de algo...
Citação :
Um baile de máscaras. Mas, acredite você teve sorte por não ter ido. Não perdeu nada de bom.

Mystic Falls era tão digna assim de ter um baile de máscaras, nossa surpreendentemente ele arregalou os olhos e logo riu mostrando seus dentes brancos.
- Nossa, se você diz, então foi bom não ter ido...
Sim ela havia recolhido a mão e desmanchado o sorriso meigo, ficou meio preocupado por estar incomodando, pois bem, continuou de forma que pudesse deixa-la mais a vontade.
- Cheguei hoje, estava faminto e parei aqui...
Se tocou que o copo estava ali na mesa e pegou dando um gole, deixava a bebida quase no fim e pusera novamente no balcão.
- Sou de Nova York, morava na quinta avenida, mas deixei aquela vida de lado, gosto de aventuras... Me formei em história e você, de onde veio novata? Rs'
Quando viu ela colocar a nota de dez dólares ele recuou a mão dela e colocava uma de cinquenta.
- Pode ficar com o troco..
Olhou para Jessica e sorriu novamente.
- Não negue, por favor... Eu gosto de fazer essas coisas de cavalheirismo. Bom, acho que já me vou..
Olhou para ela e logo para a mesa que estava com as duas moças e voltou a olhar para Jessica.
- Acho que quer falar com suas amigas, eu vou procurar um lugar pra me fixar, lutei tanto pra achar essa cidadezinha e agora que achei ela e mais uma outra beldade, mas enfim.. Nos encontramos ?
Perguntou com um pouco de receio..|










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Hanna McConnell Whiteley

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qui Set 20, 2012 9:43 pm




Life is unfair, kill yourself or get over it


Eva segurou minhas mãos após hesitar alguns segundos. Podia sentir minha mente sendo envolvida, mas não fora exatamente como pensei, fora muito pior. Sentia as dores de Eva, o desespero, o medo e a saudade, ouvia os gritos, as vozes, o som de algo se chocando contra a pele da bruxa, até que meu pulso ardeu como brasa. Encolhi os ombros com a dor e pensei em soltar suas mãos, mas a imagem de uma garota de cabelos negros me fez segurar os dedos de Eva com um pouco mais de força. – E então, você pode vir com a gente... – O rosto da garota tornou-se o foco de todas as imagens. Eu me via ali, ao lado de uma Eva mais nova, de aparência cansada e amedrontada, sendo cuidada por... mim? De cabelos pretos? Não, é claro que não era eu, mas parecia. O formato do nariz, o queixo e até a mesma cor dos olhos. Quem era a garota que me copiava? Estreitei os olhos e só então percebi que Eva vasculhava a parte de minha mente que eu mais temia ser desvendada. Hayley. Não! Ela não podia ver minha irmã, não devia descobrir meu ponto fraco e nem que ela era uma cópia exata de minha pequena. Cortei a conexão, sem coragem para continuar com aquilo. Remoer o passado doía muito mais do que ser retalhada por vidro.

Minha boca se abriu, como se fosse dizer algo, mas nenhuma palavra foi pronunciada. Não sabia o que dizer, era péssima em demonstrar sentimentos. O tempo me transformou numa pessoa fria que encontrava prazer em provocar dor, mas a imagem de Eva sugava a antiga Hanna de volta, a Hanna humana que era alegre e gostava de fazer piadas, a Hanna que amava incondicionalmente a irmã mais nova. A bruxa devia ser, pelo menos, um dez centímetros mais baixa, o que a deixava ainda mais parecido com Hayley. Meu coração se apertou e desisti de ser distante e gelada, segurei os ombros de Eva e trouxe para perto, abraçando-a protetoramente. O calor do corpo delicado me envolveu fazendo as lágrimas brotarem em meus olhos e escorrerem sem minha permissão. Encostei o queixo no ombro de Eva, fechando os olhos e sorrindo discretamente, algo em mim explodiu em vida, a vida humana que eu perdera há tempos. – Não vou deixar que nada e ninguém te machuque de novo. Eu prometo. – O sussurro soou doce e um pouco rouco devido as lágrimas, mas era verdade. Os vestígios de vida e sentimentos que ainda existiam em mim foram mais fortes do que toda a casca vampiresca que agora dominava, já havia perdido Hayley, não perderia também Eva, que sofrera tanto para sobreviver. Afastei os braços de Eva contra minha vontade e segurei seu rosto delicado com cuidado, depositando um demorado beijo em sua testa, como minha mãe costumava fazer antes de me colocar para dormir. Tentei não imaginar as milhares de coisas que a bruxa estava pensando ao meu respeito, nem sequer sabia se ela havia gostado do abraço, já que eu era um vampira. – Eu preciso ir – Abri os olhos e fitei Eva por algum tempo, guardando seus traços tão delicados. Um sorriso carinhoso estampou meu rosto, o primeiro sorriso verdadeiro há muito tempo. Virei o corpo em direção à porta e comecei a caminhar em passos largos. Jessica, a bruxa de cabelos ruivos estava ao balcão, conversando com um rapaz, ela me olhou e retribui o olhar, não me sentia daquela forma há muito tempo. Com um leve aceno e um sorriso meigo, cumprimentei e despedi-me da bruxa ruiva, saindo do Grill com um peso a menos nas costas.





Tags: Eva e Jessica Wearing: this Notes: Snow Patrol - Run
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Eric Northman

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qui Set 20, 2012 11:08 pm






see who i am!




Eu finalmente havia conseguido resolver toda a minha situação com o proprietário do Hatley, ele era um vampiro um tanto quanto chato em relações as regras de morar em sua casa. Tudo bem havia uma humana lá, mas faz anos que não bebo sangue humano, prefiro os dos mortos. Reformulando, prefiro dos vampiros. Mas o cara queria que eu assinasse um termo de que não chegaria perto da princesa, como ele a chamou, revirei os olhos quando pude ver onde eu estava.

Aparentava ser um bar normal, bem teria que ser normal. Entrei no lugar e vi algumas mesas ocupadas, enquanto outras vazias, segui ate o balcão, olhei para a garçonete. - Um Dry-Matini por favor. - Enquanto a humana preparava o drinque, eu respirei fundo, para poder captar os cheiros, quando você não se alimenta de humanos tem que passar a saber diferenciar todos os odores, e com isso eu pude notar a presença deles, uma vampira, uma bruxa e um lobo a algumas mesas e em outra um casal de bruxos, pode perceber também que a garçonete era uma lobisomem, eu esperava que não fosse estupida o suficiente a tentar colocar verbena em minha bebida, eu estava apenas começando nesta cidade, e ela não teria motivo para isso. Ela me entregou o drinque sorri em agradecimento, enquanto bebia pude escutar a vampira dizendo, que precisava ir. Parado em um dilema segui-la ou ficar aqui.








tag Eva, Hanna, Jason, Jessica e Frederik notes analizando
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Eva Bulkövsky

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Sex Set 21, 2012 7:06 pm

Happiness is a warm gun
(bang bang, shoot shoot!)
I need a fix 'cause i'm going down



Detestou-se por aquilo, por ter mostrado à vampira um punhado de suas fraquezas, mil maneiras diferentes de fazê-la sofrer estavam contidas naquelas memórias. Até então, o único que as conhecia era Michael e ele não tinha se mostrado tão gentil quanto seria agradável em relação a isso, certo? Porque Hanna seria diferente? Não seria, simplesmente, mas foi. Era paradoxal, praticamente tudo o que conhecia de vampiros era dor e sadismo, aquela felicidade nojenta em fazer sofrer. Ela os odiava, tinha bons motivos para isso, mas então Hanna puxou-a pelos ombros em um abraço fraternal que encheu seu peito frio de pedra com um calor esquisito e aconchegante que nem mesmo Charllote costumava provocar.

Aquele calor só vinha em sonhos, sonhos do pai e da mãe, que tinha seu queixo, seu nariz, seus cabelos, mas não seus olhos. Aquele calor era o único que espantava a solidão e significava apenas uma coisa, Família. – Não vou deixar que nada nem ninguém te machuque de novo. Eu prometo – dissera a vampira. Então era isso? Hanna sentira suas dores e acabou por se sensibilizar com a pobre órfã Evalina, sem pai, sem mãe, sem lugar onde cair morta? O pensamento lhe inflou de raiva, não precisava da pena de ninguém, muito menos de uma vampira. A bruxa não conseguira mover os músculos, recebeu o abraço como uma boneca flácida, chocada demais para falar, furiosa demais para isso. Mas bastou um olhar de Hanna para dissipar seu ódio.

Não era pena ali, era outra coisa. Havia algo no olhar da vampira que Eva não conhecia, Hanna a olhava como se fosse uma espécie mãe ou uma irmã mais velha, com o amor incondicional de uma família que a bruxa tanto fora privada de sentir. Era como se os lábios estivessem colados uns nos outros, impossibilitando-a de falar, ou como se a voz tivesse desaparecido. Talvez não precisasse dizer nada, talvez fosse um sinal para que ficasse calada antes que começasse a soltar resmungos mau humorados como fizera com Will quando deveria ter simplesmente agradecido. Recebeu o beijo na testa sem saber o que fazer, era tão comum que as palavras lhe faltassem justamente quando mais precisava delas – Eu preciso ir... – soltou Hanna, pouco antes de desaparecer pelas portas. Espere! Eva gritou mentalmente, mas não tinha voz para materializar as palavras, ficou parada, em choque, perguntando-se quem era a figura na mente de Hanna que parecia-se tanto com a bruxa.

Agora já era tarde, Hanna já tinha partido e Eva não podia dar-se o luxo de ficar parada. Balançou a cabeça como se para colocar as idéias no lugar, tentando congelar o coração mais uma vez. Queria correr atrás de Hanna, Charllote, não me abandone, pensou, mas era necessário que voltasse a ser a marionete fria que sempre fora. Era a única forma de ter seu pai de volta e nada nem ninguém poderia preencher aquele buraco em seu peito, nem mesmo Hanna. Olhou em volta, um pouco atordoada, encontrando o olhar com Jessica. Será que esteve ali o tempo todo? A bruxa a olhava de forma estranha, como se lhe perguntasse o que tinha acabado de acontecer. A ruiva era outra ameaça perigosa, sentira suas dores, sabia que eram farinha do mesmo saco, Jessica estava tão sozinha quanto Eva, perdera o pai, mas ao menos pudera conhece-lo. A intimidade que sentia pela ruiva era tão nociva quanto a fraternidade que Hanna oferecia. Nenhuma das duas podia trazer seu pai de volta, mas havia alguém que podia ajuda-la. Michael, pensou, e no mesmo instante lembrou-se de Jason, vasculhando o Grill, procurando pelo lobo até que seus olhos caíram no homem que tentava escapar sorrateiramente.

Eva não deixaria, desviou os olhos de Jessica, desejando nunca tê-la visto. Se não soubesse do olhar da bruxa vigiando-a, não se sentiria tão culpada, mas mesmo assim precisava arrancar tudo que pudesse do lobo e por isso foi com passos confiantes em sua direção – Indo a algum lugar? – perguntou, com um sorriso estampado na cara. Não havia nem meio vestígio ali de todas as duvidas e emoções conflitantes que afligiam a garota. Seu rosto era harmonioso e até travesso, tinha de estar preparada, pois suspeitava de Jason não facilitaria as coisas para ela. Lançou as mãos ao alto, como se rendesse-se ao olhar furioso que o lobo lançara em sua direção – Relaxe lobinho, sente-se, vou te pagar um suco de maracujá, não queremos que você perca o controle e quebre esse lugar como fez no baile, certo? – soltou um risinho que era maravilhosamente belo. De muitas formas, Eva era como uma planta venenosa, exibia cores e beleza, mas se chegassem perto, espetava-os com espinhos escondidos que matavam instantaneamente

Puxou a cadeira e se sentou, esperando até ouvir o barulho de Jason, imitando-a. – Então – começou – Vamos fazer um acordo, sim? Eu me comporto, se você se comportar. – sugeriu, encarando-o nos olhos. Tinha tido o prazer de não cruzar com Michael nos últimos dias, mas aquilo não seria eterno, quando finalmente se encontrassem Eva precisaria estar preparada e Jason seria sua fonte numero um.

Postou com: Hanna. Jason. Jessica Clothes:Here! Tagged:Hanna. Jason. Thomas. Charllote. William. Michael. John Bulkövsky. Jessica Soundtrack:Radioactive - Kings of Leon Post: 04
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Jessica Craigdalle

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Sex Set 21, 2012 9:08 pm


Where is my mind?
With your feet on the air and your head on the ground...

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Meus olhos quase se arregalaram quando Frederik percebeu minha tensão em relação à bruxa e a vampira do outro lado do bar. O bruxo estendeu uma nota de cinquenta, empurrando a minha de dez de volta, e ao ver que o único cara que estava sendo legal comigo ia embora, segurei seu braço usando mais força do que devia. – Não, me desculpe. Elas... não são minhas amigas. – Abaixei a cabeça, soltando o braço de Frederik, fechando os olhos por alguns breves segundos. Doera mais do que devia falar que não tinha intimidade com Eva e Hanna, pois na verdade, eu tinha. Da bruxa, pelo menos, conhecia as dores e compartilhávamos a perda, mas Hanna era quase uma desconhecida, só que mesmo assim, ainda estava em dívida com a vampira. Ergui o rosto lentamente e meus olhos encontraram os orbes azuis do bruxo, fazendo um sorriso fraco formar-se no canto dos meus lábios. – Morei em Nova York desde os meus onze anos – falei após soltar um suspiro pesado, rindo baixo em seguida. Era interessante encontrar um bruxo que conhecesse Nova York e que agora residia num buraco feito Mystic Falls – Mas, sou escocesa, de Inverness. – Coloquei os cabelos atrás da orelha, ajeitando o corpo no banco. Inverness era conhecida pelas histórias de terror relacionadas ao Monstro do Lago Ness, e quando ainda morava no abrigo, gostava de usar essas histórias para assustar as crianças menores. Era divertido ouvi-las chorar de medo enquanto eu imitava os supostos sons que o monstro fazia durante a noite. O simples pensamento fez um sorriso largo estampar meu rosto. Sorriso que desmanchou-se assim que vi Hanna se afastar de Eva com os olhos cheios de lágrimas, passou por mim em silêncio, sorrindo e acenando brevemente, deixando o Grill sem nem ao menos falar despedir-se como deveria.

Algo entalou-se em meu peito quando meus olhos se voltaram para Eva, encontrando-a com uma expressão confusa, ainda observando o caminho feito por Hanna. Haviam brigado? Torci o nariz numa careta preocupada e suspirei. – Frederik... Foi um prazer conhecê-lo, mas eu realmente preciso ir. Tenho que arrumar umas coisas e abastecer o carro, nos vemos por ai. Já que a cidade é bem pequena. – Abri um sorriso, levantando-me do banco e afastado do bruxo com um aceno discreto feito com a mão direita. Eu realmente gostaria muito de encontrá-lo novamente, em um momento em que não estivesse tão perturbada. Estava caminhando em direção a porta quando parei e voltei a fitar Eva. A bruxa agora se sentava numa das mesas acompanhada de um lobisomem. Revirei os olhos, bufando, diminuindo a distância entre a saída do bar, porém antes de empurrar a porta, uma presença estranha chamou minha atenção. Era um vampiro, podia sentir, mas suas intenções estavam pesadas e parecia sedento, o olhar focava o rastro de beleza que a vampira loira deixara. "Hanna", meu pensamento soou como um sininho irritante, lançando-me para fora do estabelecimento na tentativa de alcançar a vampira. Na verdade, eu não tinha absolutamente nada para fazer, a não ser voltar para a pensão e continuar enfurnada em meu quarto, organizando algumas coisas e, muito provavelmente, comendo um pouco mais, não custava nada quitar de uma vez a dívida que tinha com a vampira. – Hanna! – A chamei antes que virasse a esquina, correndo ao seu encontro. Ela olhou-me surpresa, esperando que eu dissesse algo. – Me acompanha até o supermercado? – Foi a primeira coisa que me veio a cabeça, mas servia. Só precisava tirá-la de perto do Grill, e do vampiro, mas deixar Eva no bar junto com o lobo parecia loucura. Talvez eu devesse voltar e arrancá-la de lá para que não se encrencasse. Não, Eva já tinha se livrado de situações bem piores, sabia se virar e realmente parecia que ela desejava conversar com o licantropo. Lancei um olhar sugestivo para Hanna, que entendera sobre sair logo dali.

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TAGGED Frederik, Eva, Hanna, Jason e Eric
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Jason Kylle
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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Sab Set 22, 2012 2:04 pm




Anger resides only in the breast of fools



Quase lá, a porta do Mystic Grill estava bem próximo de suas mãos, mas fora impedido.
"Droga! Ela foi mais rápida que eu..."
Encarou Eva como se quisesse esquarteja-la de forma fria, mas se manteve, cruzou os braços e apenas esperou para que ela soltasse suas palavras de jornalista fofoqueira.
Citação :
– Indo a algum lugar?
Pergunta tão óbvia.
- Tentando, mas você está me atrapalhando...
Tentou se desviar dela, porém novamente ela se colocava na frente dele e levantava as mãos em gesto de "rendida". Girou os olhos e bufou.
Citação :
– Relaxe lobinho, sente-se, vou te pagar um suco de maracujá, não queremos que você perca o controle e quebre esse lugar como fez no baile, certo?
Em certo ponto ela tinha razão, queria poder destruir ela e não o local...
- Acho que Michael pode te dar as respostas que tanto procura. Não são amiguinhos? Então, pergunte a ele e vê se me esquece...
Ela era insistente, fez aquela carinha de anjo que na verdade não tinha nada de anjo ali, se fez a obrigação de sentar e esperar que eu a seguisse, sabia que se sentasse naquela cadeira em frente a ela estaria marcando sua sentença de morte, voltaria a mexer em seu passado e isso não seria legal, pisou em direção a porta, mas pensou mil vezes, iria se arrepender amargamente do que estava fazendo, arrastou a cadeira e se sentou de forma relaxada e entrelaçou as mãos começando a mexer a perna inquietamente...
Citação :
– Vamos fazer um acordo, sim? Eu me comporto, se você se comportar.
- Eu não me importo da forma que você vai se comportar bruxa, apenas quero que não me venha faze perguntas sobre meu passado, como você já sabe ele perambula pela cidade. Então, não vejo o motivo de querer me estressar com isso podendo você ir atrás dele e querer tirar suas conclusões...
Foi então que outra coisa o fez ajudar a se desviar do assunto, o faro não enganava, tinha um novo vampiro na cidade, ele tinha más intensões e isso não seria legal, ainda mais sabendo que ele poderia vir de gracinhas com o mesmo, já estava em nervos, agora então poderia explodir mais ainda tudo ali. Voltou a fitar a bruxa com mais ódio ainda..
- Já estamos conversados...
A voz grossa mostrou a ignorância em pessoa. Pôs as duas mãos sobre a mesa assim dando um impulso para sair de lá.




Tag: Eva Bulkövsky // Eric Northman.

Post: 002
Musica: Nenhuma
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Notas: Tentando se livrar de Eva.


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Eva Bulkövsky

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Sab Set 22, 2012 4:17 pm

Dear Dear Diary

I've been a bad bad girl, for so long.

Eva conhecia o olhar de Jason. Enfurecido, descontrolado, pronto para arrancar sua cabeça com um golpe só ao mesmo tempo que lutava para manter a fera sobre controle, ele a odiava, mas o ódio não era novidade na vida da garota. Cresceu com ele, nos olhos das freiras e dentro do próprio coração. Ódio não a assustava, e nem Jason. – Acho que Michael pode te dar as respostas que tanto procura. Não são amiguinhos? Então pergunte a ele e vê se me esquece! – a raiva no lobo crescia com velocidade escalar, fazendo um sorriso discreto brotar de canto nos lábios da bruxa. Permaneceu calada, esperando que Jason terminasse de montar o circo. As pessoas daquela cidade adoravam um bom monologo, mas Eva preferia o silencio, era no silencio que tudo fazia sentido.

E Jason continuou, irritando-se cada vez mais. – Eu não me importo com a forma que você vai se comportar bruxa, apenas quero que não me venha fazer perguntas sobre o meu passado. Como você já sabe, ele perambula pela cidade. Então não vejo o motivo de querer me estressas com isso, podendo você ir atrás dele e tirar suas conclusões – finalizou com um curto e grosso “Já estamos conversados”, quando a garota soltou um longo suspiro pesado e vieram as palavras – Immobilis – Jason empacou, ainda sentado, quando estava prestes a se levantar... – Vocês lobos precisam aprender a segurar a língua um pouco mais – comentou, balançando os pés que pendiam no ar, o banco era alto e Eva, demasiadamente pequena. – Fala como se me conhecesse, age como se entendesse o mundo ao seu redor, mas será que ao menos pensa? – refletiu, como se falasse sozinha, mas o lobo prestava atenção, mesmo por baixo da raiva, sentia que estava ouvindo.

Eva olhou as unhas, distraída. – Só tem uma coisa que quero Jason, só uma coisa. E nada vai me impedir de conseguir, nem você, nem Michael e nem o seu bruxo – deu de ombros. Por um segundo ali, Eva pareceu apenas uma garotinha, tinha abandonado o tom de voz sarcástico, a expressão divertida também tinha desaparecido. Não havia mentira alguma em suas palavras, já estava cansada dos joguinhos. Olhou Jason nos olhos, sem dedurar nada, nenhuma emoção. Sem medo, sem raiva, sem saudades, sem ironias. E enquanto encarava o lobo paralisado, deslizou uma mão pelo braço tatuado do lobo, permitindo que um elo se formasse ali, recebendo cada uma das informações preciosas que tanto desejava e mais.

Aquele tipo de ligação fazia seu coração doer, não permitia apenas uma conexão com as memórias do lobo, como também permitia um acesso ilimitado a todas as suas dores, e essas eram muitas. Permitiu-se assistir, enquanto tentava construir um filtro que sugasse todas as memórias de Michael, mantendo o passado do lobo seguro. Sim, os anos tornaram Eva dura e fria, mas não insensível, sabia que Jason estaria assistindo à todas as imagens e não desejava fazer com que revisse todos os erros, não mais do que o necessário. Depois de absorver tudo o que lhe era vital, tentou se afastar, mas não conseguia, era como uma corrente elétrica passando por seu sistema, impedindo-a de quebrar a conexão. Logo vieram mais imagens, cuspidas em sua mente, rápidas demais. Eu não confio em híbridos, ouviu a voz de Jason em sua mente, enquanto assistia as cenas dentro de uma casa, ao lado do bruxo. O bruxo, Zed, o nome piscou em letras brilhantes na parede interna de seu cérebro e então viu o loiro. Parecia descontrolado, prestes a explodir, não era nem lobo, nem vampiro. Nothus, lembrou-se e de repente caiu.

Jason tinha empurrado seu corpo para longe, derrubando a bruxa do banco de madeira do bar, atraindo atenção para os dois. – Ei! – o barman gritou, apontando o dedo roliço para Jason – Não quero confusões aqui, ou chamo a policia! – resmungou. A bruxa estava no chão, tinha batido a cabeça com força, mas não força o suficiente para apagá-la. Levantou-se devagar, sentindo o corpo rígido – Não tem necessidade – murmurou, abalada. Tinha sentido as dores do lobo, o arrependimento que Jason sentia em relação à mãe era dilacerante. – Desculpe – murmurou para Jason, ao se levantar. Queria tanto fazê-lo entender, estava tão perdida, tão perdida! Tudo o que tinha era a esperança de rever o pai, será que se o lobo soubesse de suas dores iria perdoá-la algum dia por fazê-lo reviver toda aquela angustia?

Eram perguntas que não podia responder. Pôs-se em pé, as roupas amassadas pela queda e os olhos nublados pelas imagens. Agora sabia, sabia tudo o que precisava saber, mas sentia-se podre por dentro. Limpou uma lagrima atrevida que tinha escapado dos olhos e saiu, apressada. Só queria um lugar calmo, longe das dores. Só queria os braços do pai para consolá-la, mas quando saiu na rua, estava sozinha. Completamente só. Se pôs a correr, fugindo como um assassino depois de cometer o crime.


ENCERRADO




Tagged: Jason. Michael. John Bulkövsky Clothes:HERE! Post With:Jason Soundtrack:Nice guys finish last - GreendayPost:05
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Frederik Slaint

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Sab Set 22, 2012 6:23 pm



( I'm breathing ...)



And you are?





|Ela segurava meu braço no instante em que me virei. Lentamente foi se virando e voltou a focar na outra enquanto o braço dela recuava. Ouvia ela explicar que não eram amigas, estranhou com uma careta engraçada e olhou para a mesa das duas novamente, agora só tinha uma sentada foi quando a outra vampira passou por eles sem se quer trocarem olhares.
- Bem, pensei que eram amigas, desculpe se errei no palpite.
O papo estava ficando cada vez melhor, percebeu que a companhia dele estava agradando a outra, isso era um bom sinal de um inicio de uma amizade nascendo. |
Citação :
- Morei em Nova York desde os meus onze anos
Ficou surpreso em saber isso, ela tinha mesmo um rosto americano, porém o sotaque era meio estranho, foi ai que a resposta da sua dúvida foi respondida com a sequencia da fala dela.
Citação :
- Mas, sou escocesa, de Inverness.
- Nossa! Temos uma escocesa entre nós... Pelo que estou vendo essa pequena cidade pode ter imigrantes de todas as partes do mundo..
Deu uma risada inocente e abaixou a cabeça logo voltava a fixar o olhar em Jessica novamente.
Os olhos dela estavam novamente na garota da outra mesa, era estranho ela dizer que não eram amigas, mas ficava vigiando ela pela espreita, olhou também quando viu a jovem com um rapaz, pareciam discutir relação, a atenção dele fora desviada quando Jessica voltou a direcionar suas palavras ao rapaz se despedindo e logo se levantando.
- Foi um prazer conhecê-la também, espero encontra-la por ai nessa pequena cidade, pessoas como você são difíceis de achar, rs.
Ela saia do estabelecimento enquanto o bruxo continuou por ali, não havia percebido que uma outra pessoa havia entrado, ele tinha um olhar de caçador, foi então que sentiu aquela sensação de morte, um vampiro. Não queria entrar em confusões, evitaria ao máximo e foi o que fez, levantou do balcão do bar e foi em direção a saída, mas uma movimentação chamou novamente sua atenção, a jovem que parecia estar discutindo com o rapaz estava no chão, ele havia empurrado ela, viu o garçom se exaltar querendo chamar a polícia, mas não aconteceu, ela se levantava e saia do local as pressas, aquilo fora realmente estranho. Será que todos ali gostavam de provocar uns aos outros? Continuou seguindo seu caminho assim saindo do grill.

~Encerrado~









Four POST!

Jessica / Eva / Jason / Erik / Hanna TAGGED!

Avatar SET!

Nothing LYRICS!

Começando a gostar da cidade. NOTES!

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Sab Set 22, 2012 7:07 pm




Anger resides only in the breast of fools



Estava prestes a sair dali quando sentiu seu corpo ficar paralisado, sentiu uma carga forte percorrer por todos os membros eis que logo veio em sua mente todo seu passado novamente, as cenas eram fortes, ele queria ter esquecido, mas a culpa foi dele mesmo, sabia que não tinha que ter aceitado aquele convite. Ouvia claramente as palavras da bruxa em sua cabeça, ele iria pagar pelo que estava fazendo, não se mexe no passado dos outros sem ter autorização. O tempo passava vagarosamente quando se ficava preso nas lembranças, só queria parar com aquilo, Michael, sua mãe, seu pai, o pacto, a transformação, Zed, tudo vinha em força arrebatadora, até que por fim ela havia sessado a transição, no mesmo instante ele empurrou a bruxa com força para longe dele, os olhos estavam vermelhos de ódio, apontou o dedo na cara dela e largou suas palavras com raiva.
- NUNCA MAIS FAÇA ISSO!
Logo o barman apontava para Jason e o ameaçava dizendo que chamava a polícia, no mesmo instante Jason se virou para o homem e mostrou sua face enfurecida para o outro.
- Melhor ficar na tua, posso muito bem marcar sua cara..
Agora tudo estava perdido, o barman começava a pegar o telefone, as pessoas no grill falavam baixo em forma de cochicho, aquilo iria render e muito, é a segunda vez que Jason dá seus ataques e a platéia fica na expectativa de querer saber o final da história, se aproximou de Eva e falou na sua cara.
- Vocês se merecem, são parecidos em todos os aspectos, até mesmo na força vingativa...
Se ergueu e caminhou até o Barman que estava já contando a história para o policial no outro lado da linha, pegou o telefone da mão dele e desligava na cara do policial enquanto fitava o rapaz.
- Não se esqueça do que te falei..
Se virou e caminhou para fora do estabelecimento, passou pelo vampiro encarando-o e saiu do local querendo esvaziar a mente, pois a bruxa maldita tinha capturado as piores imagens da sua cabeça e trazido de volta a "vida".

Citação :
E.N.C.E.R.R.A.D.O




Tag: Eva / Erik

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Musica:B.Y.O.B - Sistem Of A Down 0000
Roupa: No template
Notas: Soltando fumaça pelas ventas..


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Sophia Marie Parker
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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Dom Set 23, 2012 12:04 pm

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Última edição por Sophia Marie Parker em Dom Set 23, 2012 12:05 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Dom Set 23, 2012 12:04 pm

Such a lonely day...
Depois do tão esperado baile á fantasia, que fora, sem dúvidas... bom. Havia várias pessoas, com quem mal falei, notei que tiveram certas confusões, e pude ter certeza que existiam outras espécies, como eu, neste único lugar. Sorte teria se não fosse morta ou ao menos arrumasse briga com um dessas criaturas, que sabem tão bem esconder-se da sociedade. ''Uma cidadezinha tão pequena poderia esconder tanto?'', perguntava-me mentalmente. O som baixo e melodioso do carro tirava-me de meus pensamentos, tocava um rock lento, reconheci-o de imediato ''Lonely Day - SOAD'' umas das músicas que escutava, quando... tinha uma vida normal. Era fim de tarde, o sol se punha no horizonte, tornava-se mais frio a cada instante, a noite cobriria o céu, que logo iria brilhar com estrelas cintilantes. A cidade retornara á sua monótoma vida pacata, humanos morrendo misteriosamente... bom, nada é perfeito, ainda mais neste lugar. Recordei de meu encontro com a vampira Isobel, com quem não tivera grande gosto, era um tanto... insolente. Mas descobrira o que eu era, seria seguro? Claro, caso fosse descoberta revelaria que esta era vampira, pois só me transformava na lua cheia, porém, vampiros contém uma sede voraz por sangue. Já havia matado tantos humanos, poderia muito bem destroçar o pescoço de algum para fazer o teste.

Ainda estava com meu carro preto, com vidro á prova de balas. Como se isso fosse me proteger de alguma coisa. Comprimi os lábios para não soltar uma risada histérica, era o que faria se não estivesse com pessoas me observando através do vidro preto. ''Curiosos...'', pensei comigo mesma, revirando os olhos. Estacionei o carro calmamente, buzinando para alguns jovens á minha frente. Poderia ter muito bem ter vindo sem meu veículo, mas mantinha as aparências. Peguei meu casaco escuro, mantendo meus cabelos escuros soltos. Coloquei minha carteira no bolso do casaco, havia alguns dólares, logo teria que furtar algum sujeito ou mesmo ter que trabalhar. Não era preguiçosa, mas poderia esquentar minha cabeça á qualquer hora e cortar a garganta de meu chefe. Revirei os olhos novamente, pondo-se á caminho do estabelecimento. Ignorei as cantadas de alguns jovens, que ali estavam. Eram tão.. idiotas, frágeis humanos... era tão excitante pensar neles dessa forma, como se fosse uma força maior. Era bom ter certo poder em mãos.

O local era de fato, quente, acolhedor. Diferente das noites em florestas frias, acima de árvores. Era um instinto animal, era mesmo uma selvagem. Sentei sobre uma das cadeiras, onde á frente havia um balcão, com alguns funcionários nos servindo. Notei que não era a única jovem dali, vários outros adolescentes jogavam sinuca, bebiam, dançavam ou apenas conversavam... alguns encontravam-se até bêbados. Observei o local á minha volta, notando alguns aspectos que mudaram em minha última visita, ainda sim, era o mesmo.- Olá, moça, o que gostaria de beber? - perguntou-me um funcionário, erguendo uma sobrancelha, sarcasticamente. Abri um breve sorriso em meus lábios - Uma coca, apenas.- respondei educadamente, estendendo uma nota, que não havia visto o valor e dei-lhe ao garoto de cabelos loiros. Ele logo me serviu com uma lata de Coca-Cola gelada. Dei um breve aceno com a cabeça - O troco é seu - completei, abrindo um sorriso sedutor para o garoto. Este me deu uma piscadela, atendendo um novo freguês. Abri a lata de Coca, ouvindo o som suave das bolhas estourando-se. Levei a lata á boca, bebendo o liquido refrescante que descia em minha gargante. ''Ótimo'', pensei comigo mesma, colocando a lata novamente sobre o balcão. Comecei a cantarolar á música que ouvira em meu veículo, balançando a cabeça lentamente no ritmo da música.
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Michael Sullyvan
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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Dom Set 23, 2012 12:51 pm

You and I


Citação :
- ...Vem, vamos. Não vai querer passar a noite aqui, por acaso, vai? - Falara distraído. Os dois começaram à atravessar as trilhas entre às árvores voltando pra cidade. Henri sentia que não eram os únicos ali - E agora, quer dizer que vai parar de tentar ficar me enforcando? - Dissera olhando para Michael num sorriso preguiçoso.
Estava tudo tão estranho, sentia-se novo, parecia que aquele beijo tinha acabado com todos seus problemas. Michael ficou olhando para Henri durante um longo tempo e um sorriso sem graça surgiu, foi então que o outro o puxou para fora da floresta, caminhava com ele até a saída do local, estavam na cidade já, não havia nem percebido isso se não fosse pela quebra do silêncio feito pela pergunta do vampiro. Michael se virou para ele e fez uma cara de pensativo de forma brincalhona.
- Vamos dizer que por enquanto sim, até o momento em que eu vê-lo com alguém brincando de pega-pega a não ser comigo...
Michael era possessivo, era um dos piores defeitos dele, talvez seja por isso que Jason havia enjoado do próprio, mas com Henri seria um pouco diferente, não iria controla-lo, mas não custaria nada ficar apenas observando de longe, quem gosta cuida não é?
- Me bateu uma fome, o único lugar por aqui a qual conheço é o tal do Mystic Grill, foi o local que nos conhecemos, muito ironia não acha?Michael agora comandava no caminho, estava de mãos entrelaçadas com Henri, não tinha vergonha de mostrar quem era e com quem estava, parou em frente a porta do grill e fechou os olhos sentindo o faro muito conhecido, Eva e Jason estiveram ali, sua mente trabalhava já nas armações que iria fazer para acabar com aqueles miseráveis, mas preferiu continuar como estava, não iria estragar aquele momento, não queria repetir o mesmo erro. Abriu os olhos e encarou Henri.
- Está preparado para mostrar quem você é para os outros? Porque eu não tenho vergonha de nada, sempre fui de botar cara a tapa para o mundo, agora não sei se você é acostumado com isso...
O tom preocupado mostrou ao outro o respeito que estava começando a ter por aquele vampiro safado.
- E então?


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THEME: Katy Perry - Thinking of You |
NOTES: Pronto pra voltar em ativa..|

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Hanna McConnell Whiteley

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Dom Set 23, 2012 2:46 pm




Life is unfair, kill yourself or get over it


Passei pelas portas do bar sem me dar conta de que outro vampiro me observava, ainda estava imersa em minhas lembranças e nas imagens que vi do passado de Eva que só me dei conta da presença de Jessica quando estava prestes a virar a esquina e ouvi a bruxa me chamar. Parei de caminhar, olhando em sua direção. Além de preocupada com algo, parecia apressada, o que deixou-me tensa. – Jessica? – Uni as sobrancelhas, tentando abrir um sorriso, o que não aconteceu devido a tensão que caiu sobre nós como um balde de água fria. Henri e eu salvamos Jessica no baile, me meti na frente de uma criatura da minha raça para salvar o pescoço de uma bruxa que nunca havia visto antes, parecia loucura, só que não conseguia me arrepender de nada, só de ter atacado o humano. Tentei mascarar tudo o que se passava dentro de mim, mas estava sendo difícil, até porque Jessica era uma bruxa, perceptiva com sensações e emoções. – Me acompanha até o supermercado? – Surpresa com a pergunta, acabei assentindo com a cabeça antes mesmo de pensar. Na verdade, o olhar de Jessica mostrava que ela queria falar comigo, sair de perto do Grill para ter mais privacidade, eu só não sabia dizer se devia confiar ou me preocupar.



ENCERRADO PARA HANNA E JESSICA



Tags: Eva e Jessica Wearing: this Notes: Snow Patrol - Run
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Charlotte Ziggler Ruchell

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Localização : Mystic Falls.

MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Dom Set 23, 2012 8:56 pm


Tinha passado dias terríveis, mas agora precisava relaxar e o único lugar nessa cidade pequena que me ajudaria 100% nisso seria o Mystic Grill então irei lá já que estou tão perto. Andei mais 5 minutos e cheguei à entrada do bar, adentrei o local e avistei algumas meninas de longe, queria ser discreta o máximo possível, andei rapidamente até o balcão mais esbarrei numa cadeira que tinha no local fazendo-o todos olharem para mim me correi no mesmo instante e continuei andando até o banco do balcão, me sentei no local e olhei para o homem loiro de olhos azuis que estava servindo.
- Olá, por favor, um whisky? – O fitei e sorri de lado, um sorriso singelo.
- Sim, com gelo?- Ele sorriu mostrando apenas um pouco de seus dentes brancos.
- Com gelo, obrigada. - O olhei novamente e mordi meu lábio inferior, estava tentando ser sexy, mas nunca conseguia.
- Ok.- Ele se virou e fez o meu pedido colocando em minha frente o copo.
Peguei o copo rapidamente e levei aos lábios tomando um gole, que desceu pela minha garganta, estava muito gelado.

thanks juuub's @ cp!
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Cherie Largillière
Lobisomem
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Localização : Mystic Falls

MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Seg Set 24, 2012 2:58 pm



Fuck the pain away... Huh? What? Right.

A placa “Bem vindo à Mystic Falls” pareceu bem mais atrativa do que deveria, fazendo a loira afundar o pé no acelerador e sorrir maliciosamente enquanto via os pinheiros que ladeavam a estrada darem espaço para casas, prédios e lojas. Uma cidadezinha lixo, como todas as outras que estivera durante os dois meses seguintes após a morte de sua avó. Estava mais do que acostumada com o cheiro de tabaco e chiclete de menta impregnados no couro dos bancos do carro, do perfume alheio em suas roupas, do dinheiro amassado nos bolsos do short jeans. Não era a vida que Cherie sonhava, mas nem por isso abaixava a cabeça e passava despercebida pelos locais que frequentava, após a morte de Louise, a loira ficou ainda mais sexy, esperta e encrenqueira, já que tinha que se virar sozinha. O que nunca fora realmente um problema. – Do it like a brother. Do it like a dude. Grab my crotch, wear my hat low like you... – Cherie riu, cantando junto com a música que tocava no seu novo aparelho de som que comprara especialmente para seu tão amado carro. Aumentou o volume, fazendo uma curva perigosa em alta velocidade. O Dodge Charger Rt derrapou e Cherie gritou animada, estacionando-o com facilidade numa vaga apertada do Mystic Grill. Ouvira falar sobre a cidade famosa devido às histórias de vampiros, bruxas e lobisomens, ouvira também sobre o bar que possuía um ambiente tranquilo, muito frequentado pelos jovens da região. – Foda-se isso de ambiente tranquilo! – Retirou a chave da ignição e saiu rapidamente do carro, ativando o alarme. Jogou o cabelo para trás, deixando que o vento o ajeitasse como bem quisesse, logo em seguida lançou o cigarro ao chão, apagando-o com a ponta da bota enquanto soltava lentamente a fumaça pelos lábios. O céu estava tingido com os vários tons do entardecer, deixando a vista da cidade até que um pouco bonitinha. Cherie avançou em direção à porta do bar em passos charmosos, empurrando-a com força, fazendo a maioria das pessoas que estavam dentro do estabelecimento voltar o olhar para a loira com sorriso sacana nos lábios. Ela gostava de chamar atenção, gostava de provocar e seduzir, talvez parecesse atrevida demais, mas era só o jeito com que Cherie aprendera a levar a vida, meio sem limites e sem pudor.

Aproximou-se do balcão, batendo as mãos sobre a madeira, chamando a atenção novamente de quem bebia sentado ali. – Uma tequila, traga sal e limão também. – Piscou para a garçonete loira, que virou-se para pegar a bebida. Enquanto esperava, Cherie varreu o estabelecimento com os olhos, avaliando cada rosto e cada gesto das pessoas que lotavam o local. Era mesmo bem legalzinho, nada comparado aos bares do subúrbio de Paris, mas sim, era legal. – Aqui está – A garçonete colocou o pedido no balcão e sorriu, afastando-se para atender outro cliente. Cherie colocou limão na boca, um pouco de sal e bebeu a tequila, batendo o copo na mesa, erguendo as mãos. Retirou do bolso uma nota de vinte e pegou, sem permissão, a caneta que estava no bolso da camisa do cara sentado ao lado. Anotou na nota o nome de uma música e entregou a garçonete. – Coloque essa música, por favor. – Em seguida saiu com seu típico sorriso sacana, aproximando-se da mesa de sinuca onde alguns rapazes jogavam animados. A música pedida começou a tocar, animando ainda mais a loira, que apoiou a mão no ombro de um dos rapazes e disse: – Posso jogar? – Era quase impossível recusar um pedido vindo de uma mulher como Cherie. Ela sabia o que seu sorriso ou seu olhar pidão eram capazes de causar.



details: Cherie está vestindo isso;

tagged: Rae;

music: No carro Jessie J - Do It Like A Dude, pedida no Grill Fuck The Pain Away - Peaches


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Scott Miller

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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qua Set 26, 2012 2:43 pm


  • Tag: Nobody.

  • Music: Nothing

  • Notes: Curtindo a noite.
, Sexy, bloody and demonic’

Dias haviam se passado após o baile, foi bem divertido. Aquela cidade estava sendo divertida, os seres místicos dominavam praticamente Mystic Falls, os humanos estavam sendo raros, era pior para os vampiros. Scott caminhava em direção ao point do local, Mystic Grill era aonde se reuniam todos que gostavam de passar o tempo livre, muitos ali gostavam disso, ao chegar a entrada do local esbarrou em um casal bem estranho, era dois homens e estavam de mãos dadas? Enfim, cumprimentou-os respeitando eles e passou, sim uma vampiro e um híbrido, então era ele!
Assim que entrou no grill parou na porta e olhou de canto para trás, era aquele ser que tanto fora comentado na festa, então tudo aquilo fora para "ele". Poderia ser interessante puxar um papo, mas como estava com seu namorado acharia estranho. O vampiro caminhava pelo ambiente light, seu charme era bem visível, estava bem ultrajado e aparentando ser uma pessoa serena e simática, sim ele estava interpretando, sentou no balcão e levantou o dedo indicador chamando a atenção do barmam.

- Um whisky duplo sem gelo.
O outro rapidamente preparava o pedido do mesmo enquanto ele olhava ao redor, sentiu lobos, vampiros e bruxos presentes, humanos como havia imagina...Pouco. Se virou para o bar novamente e o garçom entregava seu pedido, pegou o copo e em uma virada só acabava com o líquido em tom caramelado com um gosto bem amargo, não ligava, voltava a pedir outra rodada, queria mesmo era ter uma janta ao final da noite...


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Rae Cerwyn
Lobisomem
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Mensagens : 9
Data de inscrição : 20/09/2012
Idade : 25

MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   Qua Set 26, 2012 5:28 pm

I Write Sins Not Tragedies
Zack de la Rocha vinha gritando em meus ouvidos durante todo o caminho, sobre a anarquia sufocante do capitalismo ou coisa e tal. Já não estava ouvindo, explodia meu cérebro por dentro dos fones de ouvido absurdamente altos, desejando apenas que a rota se alongasse pelo o resto do mundo sem nunca chegar à um limite, assim seriamos só eu e Ophélia, a ducati flamejante vermelha que pintava a estrada como um borrão de fogo. Eram tantas horas dirigindo que passei a sentir apenas o vento, maltratando os fios platinados do meu cabelo curto, atirando-os para trás da nuca. Tinha contado cinco placas de boas vindas de cinco cidades diferentes nas ultimas trinta horas, atravessava os estados como se o chão fosse um enorme mapa pontilhado, horas eram segundos, dias eram momentos, até enfim me ver cantando pneus na estrada serpenteada pela mata de Mystic Falls.

Tinha me enfiado em Edimburgo por tempo demais, vivendo entre momentos de sonho em realidade. Uma hora era a garçonete Rhaella no Jossete’s ao fim do quarteirão de meu bairro, na outra eu já era a besta Rae, dilacerando algumas gargantas quando não conseguia me afastar o suficiente antes da transformação. Estava me fartando daquela vida escondida, sempre temendo topar com um velho conhecido quando saía nas ruas, bebendo de noite e acordando horas depois de arranjar briga em um lugar qualquer, com whiskey seco manchando meus lábios e dores de cabeça, tantas dores de cabeça. Já passava da hora de deixar a besta brincar e todos os rumores sobre Mystic Falls me deixaram no mínimo intrigada. Estacionei depois de rodar algumas quadras, bloqueando a saída de um Dodge Charget Rt na entrada do primeiro bar meia-boca que aparecera na minha frente. Pulei para fora de Ophélia, enrolando um gomo de wolfsbane no ultimo dos meus embrulhos e levei o cigarro aos lábios, acendendo com as ultimas faíscas de meu velho isqueiro. A fumaça entrava queimando tudo o que encontra em meu organismo, mas já não doía tanto quando doeu no passado quando comecei a me tornar imune, era bem como os jabes de direita que apanhei durante os quatro anos de Kick boxing, um depois do outro iam me tornando insensível. Dei mais dois tragos antes de atirar o que sobrou do cigarro para trás, empurrando as portas do bar com uma das mãos e jogando os cabelos para trás com a outra.

O cheiro era uma mescla de lobos e vampiros, estava infestando a atmosfera do lugar misturado com mais alguma coisa que eu não conhecia tão bem, uma energia sutil meio humana meio mágica, talvez fossem um daqueles bruxos que eu tanto ouvia falar. Dou uma sondada geral, nunca tinha visto tantas criaturas sobrenaturais reunidas em um só lugar, concertei o batom escarlate com a beirada do dedo em meus lábios e fui até o bar, uma baixinha entre os gigantes, com calos nos punhos de tanto socar sacos de pancadas, fígados e estômagos. – Me de algo forte – pedi – qualquer coisa sem água para acompanhar. – meu estomago roncava de fome, mas precisava dissolver a dor de cabeça constante em minha testa de alguma forma mais eficiente. Virei o pequeno copo de vodka que o barman depositou sobre o tampo da mesa em segundos, sentindo um pouco do gosto de wolfsbane misturado ao álcool, ignorando a ardência como tinha feito antes. Lancei um sorriso ao barman, me perguntando se ele tinha a mínima idéia do adicional que havia em minha bebida, se tinha sido idéia sua ou do patrão. Aquela seria uma cidade divertida.



• post: 001

• tagged: Cherie

• clothes: this

• notes: Sleep now in the fire – RATM

• credits: baby doll at oops!




Última edição por Rae Cerwyn em Qui Set 27, 2012 5:30 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Mystic Grill   

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Mystic Grill
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E agora nós criamos mais personagens que não fazem parte da série, e colocamos do jeito que nós queremos, vocês estão livres para pegarem os cannons que quiserem, contanto que falem com a Administração primeiro.