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 Hospital de Mystic Falls

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AutorMensagem
Caroline Forbes
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Ficha do personagem
Nivel: Médio

MensagemAssunto: Hospital de Mystic Falls   Qua Nov 23, 2011 1:37 pm

Relembrando a primeira mensagem :




some kind of happiness
Vampira. Controladora. Preferencia para Híbridos.
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AutorMensagem
Eva Bulkövsky

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Dom Set 30, 2012 3:39 pm

Dear Dear Diary

I wanna tel my secrets, cause you're the only one that I know who keep them.

Odiava a forma como o coração batia acelerado, odiava o suor frio. Lá estavam as borboletas outra vez, festejando macabrisses em seu estomago enquanto Will resmungava em seu monologo sobre tê-la salvo. Eva não estava ouvindo, não queria ouvir. Teria se salvo sozinha, sempre foi assim, não tinha sido o pai que a buscou no orfanato, nem Charllote que a ajudou a escapar. Não foi Ozzy, não foi Hanna, não foi Henri e não foi Will. Foi ela. Sozinha. Era assim que devia ser, era assim que seria. Eva não precisava de mais ninguém, mas como convencia seu próprio coração a calar-se quando Will se aproximava assim, de repente sussurrando em seu ouvido. – Eu também não gosto de hospitais... – ele disse, fazendo-a esquecer de como respirar. Apertou os braços ao seu redor, como se pudesse se proteger assim, uma longa casca de gelo caía sobre ela. – Sou tão transparente assim? – sussurrou, mas dessa vez não havia ironia alguma na voz. Não havia nada ali, além de tristeza.

Tinha a impressão de cair em um poço sem fundo, franziu a testa, recusando-se a virar o rosto e encarar Will. Haviam lagrimas em seus olhos, estavam marejados e ardiam, mas a garota não seria assim, tão frágil. Não na frente dele. Engoliu o choro, piscando mais de uma vez até que os vestígios de sua fraqueza sumissem. Não arriscava falar também, com medo que a voz dedurasse seu estado de espírito, e então caíram em um silencio de matar até que Will o quebrou – Depois disso tudo, pode ter certeza que nunca mais vai precisar me aturar. Ninguém mais vai. – ele disse. Do que estava falando afinal? Eva virou-se, mais pálida do que o normal, encontrando o garoto que juntava suas tralhas. A bruxa vincou a testa, ponderando se devia ou não aproveitar-se daquele momento de distração para escapar pela porta sem que ele a visse. Olhou para a porta, no segundo que pareceu durar uma eternidade, se partir agora, posso acabar sendo vista... Pensou, mas sabia que além disso queria ficar. Não seja estúpida, ralhou consigo mesma. Será que ainda não tinha aprendido? Era melhor partir do que ser deixada. Era exatamente o que Will faria, enquanto se aproximava da janela. – Adeus. – ele sussurrou, escancarando-a, deixando o vento frio entrar e bagunçar seus cabelos cor de trigo.

O coração de Eva gelou, e por um segundo duvidou das intenções do garoto. – O que você... – tentou falar, mas realmente não haviam palavras. Matou aquela distancia entre os dois em uma corrida silenciosa, puxando sua mão antes que pudesse se parar. Estava certa de que Will não era o tipo de garoto suicida , ou dramático o suficiente para querer se machucar mais ainda ao pular da janela. Não, ele queria fugir. Eva sabia, sabia muito bem, já tinha o feito muitas vezes. O rosto de Will, a sua expressão, era a mesma da bruxa, todas as vezes que se despediu de Charllote antes de tentar escapar do inferno em Liverpool.

Agora estava parado à sua frente, virado para ela, esperando que falasse alguma coisa ou aliviasse-o do aperto que prendia sua mão a dela. Eva devia falar, não devia? Mas onde estavam as palavras? – É estúpido o bastante para querer ficar sozinho? – sussurrou, sentindo-se presa em seus olhos. Ia se afogar ali, naquele azul tão intenso, se continuasse brincando com fogo. Devia deixá-lo ir, quanto mais longe estivesse, melhor seria. Mas de alguma forma, a idéia fazia seu coração sufocar. – Você não tem a mínima idéia do que é não ter ninguém... – continuou, deixando transparecer mais de si mesma do que deveria. Então suspirou, soltando sua mão. Era uma garotinha pequena e estúpida, não era? Deixe-o ir, sussurrou para si mesma, mas não se afastou nem meio centímetro.



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Jessica Craigdalle

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Dom Set 30, 2012 5:30 pm


Baby, here I come straight to number one!
Life gave me some lemons, so I made some lemonade...

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Ficar na biblioteca durante a tarde foi extremamente bom. O silencio do local era benéfico e a velha senhora que cuidava de tudo era muito gentil. – Sempre gostei de pessoas gentis... – Sussurrei para mim mesma, andando com calma pelo passeio. Apertei um pouco mais o diário entre os dedos, sentindo a fita de couro que o prendia tocar minha pele de forma desconfortável. Hunter me dera o diário quando fiz dezessete anos, mas nunca consegui escrever algo bom nas páginas em branco, somente após a morte de meu pai é que decidi que era hora de começar a registrar tudo o que acontecia em minha vida. Novos feitiços, encontros com outros bruxos, ataques de vampiros e lobisomens, novas fórmulas de usar verbena e wolfsbane. Qualquer pessoa que tivesse acesso às informações do meu diário ficaria assustada, principalmente se fossem humano, mas caso algum enxerido visse, contornaria a situação dizendo que era apenas um rascunho de um livro que eu pretendia lançar. Porém, o simples toque na fita de couro fez meu peito ser esmagado pela saudade impiedosa que a morte de Hunter deixou, era como se eu fosse constantemente queimada por um fogo que não podia ser controlado. Pensar que estive a vida toda ao lado de meu verdadeiro pai e nunca ter dito que o amava me destruía de dentro para fora, uma navalha retalhando meu coração inquieto a cada respiração. Fechei os olhos, parando de caminhar, apertando o diário contra o peito. – Eu sinto tanto a sua falta... Tanto. – As palavras sussurradas vieram junto com as lágrimas, que escorreram cruelmente por minhas bochechas. Comprimi os lábios na vã tentativa de cessar o choro e passei a correr, mesmo odiando a pensão, queria mais do que qualquer coisa entrar em meu quarto e chorar sem o olhar acusador de ninguém.

Passei correndo pela praça, enfiando o diário dentro da mochila e a jogando nos ombros desajeitadamente, esfregando os olhos como uma criança temendo ser pega pelos pais. Só que eu não tinha pais, eu não tinha ninguém. Uma pessoa apenas poderia me compreender. Eva. Devia procurá-la, questionar sobre o baile, buscar soluções, tentar entender o motivo do fogo e o principal, perguntar se ela estava bem após ter dado seu sangue para Henri. “Não, você não deve nada à Eva e nem à ninguém. Vá para casa!”, ignorei os pensamentos ao chegar à esquina da pensão. Observei o prédio por alguns segundos e me virei sem nem ao menos olhar para os lados, atravessando a rua.

Os faróis da Mercedes iluminaram meu rosto e tudo pareceu um filme em câmera lenta. As imagens eram arrebatadoras, obrigando-me a permanecer com os olhos bem abertos, fixos na luz que atingia meu rosto. Eva e William estavam em um quarto branco de hospital, o humano pendeu o corpo para frente numa janela alta, mas a bruxa o impediu, segurando sua mão. Em seguida foram imagens ainda piores, Hanna chegando em casa e encontrando um bilhete que a deixou estática. Depois, três figuras negras chegando à cidade, três vampiros que eu nunca havia visto, pareciam ter a morte impregnada na carne. As imagens pioraram, tingindo-se com o sangue de cada um deles e ao fundo, um trovão estourou em meus ouvidos no mesmo instante em que o motorista buzinou e o carro me atingiu. – Jessica, Jessica! – A voz era tão macia e tranquila, que envolvia meu corpo de uma maneira inigualável. – Pai? – Abri lentamente os olhos, tateando meu corpo em busca de ferimentos. – Jess, tudo vai ficar bem. Precisa encontrar Eva, ela precisa de você. – Gemi baixo, não de dor, mas de medo. Não queria que a voz de Hunter se afastasse, queria ter meu pai de volta, abraçá-lo. – Eu te amo – As palavras ficaram próximas até que senti um demorado beijo em minha testa, fazendo as lágrimas brotarem nos cantos dos meus olhos, e então tudo acabou. A realidade atirou-me contra o vidro do carro, fazendo-me bater a cabeça e rolar pelo capô até cair no asfalto, sem forças para me erguer. Abri lentamente os olhos tentando entender a situação através da visão embaçada, muitas pessoas rodearam-me preocupadas, mas a única coisa que eu realmente sentia era o sangue quente impregnado em minha testa, encharcando meus cabelos e deixando-me nauseada. – Afastem-se! Deixem a garota respirar! – Uma voz masculina ordenou a todos ali, tentei virar o rosto em direção a voz, mas nada obedecia os meus comandos. – Está morta? – As lágrimas escorreram novamente, fazendo-me fechar os olhos com força, e então eu gritei. De dor, de aflição, de raiva, de medo, de saudade. – Ela está comigo... – A voz dura e fria fez meu corpo ficar tenso. Cuidadosamente uma mão envolveu minhas pernas e minhas costas, erguendo-me do chão com facilidade. Não havia indícios, mas sabia que estava sendo carregada para algum lugar longe da multidão. Fui colocada sobre algo mais macio que o asfalto da rua, mas o que me intrigava era a presença forte que estava ali. O barulho de água despertou minha atenção, fazendo-me abrir os olhos e fitar o lugar onde estava, era um lago com várias árvores ao redor e o homem que limpava minha testa com a ponta da língua era loiro. Uni as sobrancelhas e olhei dentro dos olhos, desconfortável com a situação, mas não protestei. – Quem é você? – Sussurrei, mas minha pergunta não foi respondida. O corpo estava dolorido, assim como a cabeça, e tudo em mim dizia para não confiar no estranho, mas mesmo assim, permiti que a inconsciência me carregasse.

As horas seguintes não passaram de um borrão negro, e quando finalmente abri os olhos, estava deitada numa cama de hospital. Havia uma agulha presa em minha mão esquerda e um aparelho ligado ao meu dedo indicador. Em minhas narinas foram colocados pequenos tubos com oxigênio, facilitando minha respiração. Quando movi o corpo, as dores voltaram, principalmente na cabeça e nas costelas. – Não querida, fique calma. Você bateu a cabeça com muita força e fraturou duas costelas, fique paradinha, vou chamar o médico. – A enfermeira roliça era doce como uma mãe, mas parecia apavorada demais com meu estado. Ajeitei o corpo na cama com dificuldade. – Espera... Quem me trouxe aqui? – Estranhei minha própria voz, estava rouca e fraca. Estendi a mão direita em frente ao rosto e vi que o pulso estava enfaixado. Não lembrava de ter machucado o pulso. – Oh, um rapaz muito educado. Mikhail era seu nome, disse que não podia deixá-la atirada no asfalto à espera da ambulância, então a colocou no carro e a trouxe para nós. – Permaneci estática, as sobrancelhas unidas num misto de confusão e desconfiança. – Obrigada – Sussurrei, encostando com cuidado a cabeça no travesseiro, lembrando-me de tudo, mas nada parecia se encaixar com perfeição. Há quanto tempo estava ali? Girei a cabeça em busca de algum relógio e encontrei um pendurado na parede. Já era noite, havia saído da biblioteca ao entardecer, passaram cerca de três horas e tudo aquilo acontecera.


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William M. Jonnes

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Dom Set 30, 2012 9:10 pm






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The kiss is a procedure used for intelligent interruption mutual speech when words become superfluous.


A pressão da mão de Eva na minha foi o suficiente para me fazer virar o rosto em sua direção. Saltei para o lado de dentro do quarto novamente, olhando a bruxa, conectado em seus olhos que pareciam feitos de vidro. Esperei que ela falasse, já que estava impedindo minha fuga, precisava ter algo muito importante a dizer. – É estúpido o bastante para querer ficar sozinho? – Sussurrou, olhando-me nos olhos. – Eu já estou – O tom que usei também era baixo, mas tinha pontadas de amargura. – Você não tem a mínima ideia do que é não ter ninguém... – A saliva desceu rasgando minha garganta, não haviam argumentos, Eva parecia compreender muito bem aquele tipo de dor e qualquer coisa que eu falasse, ficaria sem lógica naquela situação. Mesmo que eu tivesse bons argumentos contra a frase de Eva, era como se eu tivesse esquecido como se falava. Talvez não fosse hora para falar e sim agir.

Meus olhos caíram sobre nossas mãos que ainda estavam juntas e meu coração bateu como uma bateria maluca, fazendo-me encher o peito de ar. Puxei Eva pela mão, diminuindo a distancia que nos separava e, diferente do beijo do lago, não fui bruto. Envolvi sua cintura com a destra e a canhota em sua nuca, trazendo-a para mais perto a cada segundo. Encostei nossas testas, apreciando o cheiro gostoso que vinha de seus cabelos e de sua pele quente, e só então selei nossos lábios de forma demorada, intensificando o beijo. Rice não estava ali para impedir que o beijo se estendesse, o que me agradou muito, fazendo-me colar o corpo delicado de Eva ao meu. O gosto parecia ainda melhor, era doce, tinha os lábios macios. Desci a mão que estava em sua nuca para se juntar com a outra em sua cintura, apertando-a de leve. Ao finalizar, mordi com cuidado o lábio inferior da bruxa, afastando-me para olhá-la nos olhos. Assim como no lago, seus lábios estavam inchados e suas bochechas vermelhas, o que deixava Eva ainda mais parecida com uma boneca de porcelana com olhos de vidro. Um sorriso formou-se em meu rosto enquanto novamente puxava a garota para um abraço protetor e carinhoso, queria cuidar dela mesmo não conseguindo cuidar de mim mesmo.

Encostei o queixo no topo da cabeça de Eva, fechando os olhos. – Me desculpa por ser um idiota... – Era péssimo em pedir desculpas, não sabia como fazer e sempre acabava piorando as coisas quando devia amenizá-las. Suspirei e beijei os cabelos de Eva, acariciando suas costas com cuidado. Era inacreditável como ficar ao lado da bruxa era bom, mesmo aos berros, sendo quase morto, estar com ela passou a ser melhor parte de morar em Mystic Falls. O barulho de algo caindo no corredor fez com automaticamente soltasse Eva e ficasse a sua frente, caso algum médico entrasse teríamos tempo de explicar tudo, ou de esconder. Aproximei-me da porta e destranquei com cuidado, abrindo apenas o suficiente para ouvir o que estava acontecendo. – Jessica Craigdalle está no quarto trinta e três, seu estado é instável. Pobrezinha, foi atropelada. – A enfermeira explicava a um dos médicos. Existiam muitas Jessicas na cidade? Porque algo em mim dizia que a Jessica Craigdalle era a ruiva do baile. Fechei a porta, boquiaberto, fitando Eva. – Jessica foi atropelada e está internada. Quarto trinta e três. – Falei baixo, assustado com a notícia, talvez estivesse até pálido.





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Eva Bulkövsky

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Dom Set 30, 2012 10:34 pm

Dear Dear Diary

I've been a bad bad girl, for so long.

Eva não era assim, não sentia, não se importava. Tinha sido jogada de lado tantas vezes, fosse no orfanato ou depois disso, que pensou ter atingido o tão sonhado jogo de frieza que a levaria para casa. Se pudesse sorrir quando chorava e atuar na peça sádica de Michael até ganhar sua recompensa, talvez tudo acabasse em pizza. Mas lá estava Will, estragando tudo. – Eu já estou... – ele sussurrou, com amargura em cada centímetro da voz. Não ia conseguir enganá-la, o que tinha ali era tristeza em sua forma mais bruta e era uma enorme mentira. A solidão, a verdadeira solidão, engolia as entranhas de Eva todos os dias, conhecia-a como ninguém, Will nem fazia idéia. Quis socá-lo, quem sabe então poderia fazê-lo entender, mas tudo o que conseguia fazer era respirar, e nem isso fazia direito. Estava presa na rede dos olhos de Will, incapaz de resistir quando ele a puxou para mais perto.

Seu coração explodia como dinamite no peito, contando os segundos, esperando pelo toque. Pensou que fosse sofrer de um infarto fulminante se continuasse daquela forma, Will era perigoso, abalava barreiras que haviam se erguido indestrutíveis durante anos. A mente se esquecera do que o peito lembrava-se bem, do calor que derretia camadas de gelo onde Eva se escondia. Ele tocou sua testa na dela, explorando mais da situação, aquele seria o momento ideal, o único que teria, para esmurrá-lo no estomago e se afastar, antes que perdesse o controle da situação. Que controle? Que situação? Começava a suspeitar que nunca o teve, nem mesmo na noite do baile quando o viu partir depois de empurra-la com os ombros. O momento passou e agora Will investia, colando seus lábios, selando o beijo, e Eva cedeu. A bruxa sentia as mãos de Will presas em sua cintura, trazendo-a mais para perto, mas não se sentia como um pássaro na gaiola, como lhe era de costume. Pelo contrario, nos braços de Will não estava sozinha, apaziguava a dor da ilha perdida que era a sua mente, estava boiando na água, e não se afogando nela. O gosto era tão bom que deixou-se prolongar, moldando seu corpo ao dele como uma peça única. Arriscou tocar seus ombros, depois o cabelo cor de trigo mais uma vez e antes que pudesse se deter, estava beijando-o de volta. Poderia ter ficado por anos ali, se ele não tivesse se afastado, só o suficiente para olha-la, dando-lhe espaço para respirar.

Tinha medo de encara-lo nos olhos e voltar a sentir o coração enlouquecido tentando escapar de seu corpo, encarou seu sorriso ao invés disso. Os lábios inchados, as covinhas quase imperceptíveis que se formavam ali e um quase sorriso brotou em seu rosto também. Eva sinceramente não sabia dizer se aquele era mais um dos sorrisos tristes que colecionava, ou não. Deixou o abraço envolve-la, protegida pelo cheiro tão indescritível de Will, no dia seguinte se odiaria por isso, mas por enquanto podia fechar os olhos e ficar ali, só mais um pouco. Foi pega de surpresa pelo barulho que vinha do corredor, como água gelada acordando-a de um sonho. O que estava fazendo? Afastou-se, bochechas vermelhas, respiração irregular, assistindo enquanto Will ia até a porta e escutava a conversa escondida dos médicos. Ele virou-se para ela, pálido como um fantasma – Jessica sofreu um acidente e está internada. Quarto trinta e três... – sussurrou, fazendo Eva prender a respiração.

Foi como perder a conexão com o mundo real por um segundo, os braços da bruxa penderam e seu rosto não tinha expressão. Internada? Jessica era humana, apesar de tudo o mais, e só de pensar que certos ferimentos não podiam ser evitados nem mesmo com mágicas, sentiu uma preocupação terrível envolve-la. – Se eu te pedisse para ficar, ia ignorar de todo jeito, não é? – sussurrou de volta, já sabendo a resposta. Mordeu os lábios para evitar um sorriso, sorrisos demais iam cavar sua cova, mas a distancia glacial de antes já não parecia ser possível entre Will e Eva. Aproximou-se da porta, sentindo as energias que se afastavam do outro lado. Abriu-a em silencio, espiando o corredor escuro, escapando por ele, certa de que Will a seguiria. Esgueirou-se, da mesma forma que fizera antes de encontrar o humano, não precisava procurar a numeração dos quartos para encontrar o caminho certo, a energia de Jessica gritava e piscava como um farol brilhante. Virou uma curva, caminhou mais um pouco e tocou a maçaneta de uma das portas, sabia que era ali.

Will fazia barulho as suas costas, acompanhando-a. Eva soltou um longo suspiro, toda a barreira que construíra estava ruindo de uma vez só e quando abriu a porta, dando de cara com a ruiva de olhos fechados, soube que já não tinha volta. Era estupides ignora-los, Jessica, Hanna, Will, já habitavam seu coração sem sua permissão. Tinham cavado um buraco ali, sem que a bruxa percebesse e agora ela se importava mais do que podia descrever.



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Jessica Craigdalle

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Seg Out 01, 2012 7:07 pm


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A enfermeira deixou o quarto, atarantada, falava sozinha ou com seus próprios botões, era difícil dizer se estava preocupada com meu estado de saúde ou com algo a mais. Assim que fechou a porta, tentei mover o corpo em busca de ferimentos piores, mas a única dor que realmente me incomodava era nas costelas e na cabeça, que parecia latejar. O corpo todo estava pesado e cansado, mas tentar dormir não era uma forma de escapar das dores, poderia até piorá-las caso estivesse deitada de qualquer jeito ou caso tivesse outras visões e me mexesse de forma severa. Fechei os olhos lentamente, sentindo os olhos marejados ao lembrar das visões antes do acidente, a imagem de Eva e William, seguidas pelo bilhete encontrado por Hanna e por fim, as três figuras sinistras chegando à Mystic Falls, três vampiros com a morte impregnada na carne, três demônios que não passariam por despercebidos. Solucei, deixando as lágrimas escorrerem pelos cantos dos olhos, mas as limpei com a ponta dos dedos, trêmula. Meus braços estavam cheios de arranhões que ardiam em minha pele, cada músculo protestava a dor de uma forma diferente fazendo-me quase gemer. Crispei os lábios, tentando respirar de forma regular mesmo com a ajuda daqueles tubos, mas o barulho irritante do medidor de pulsação cardíaca estava deixando-me inquieta com o bip bip constante. Virei o rosto na direção da mesinha de cabeceira e encontrei o diário e minha bolsa, estiquei a mão direita com dificuldade e alcancei a fita de couro, trazendo o diário para junto do corpo. Abri numa página em branco qualquer e agarrei a caneta que estava presa à capa, anotando com rapidez para não esquecer “Mikhail”. Meu pulso latejou com o esforço para escrever, fazendo-me parar imediatamente. Prendi a caneta de volta e soltei a respiração pela boca, tocando o pulso com os dedos da mão esquerda, e foi nesse momento que uma voz berrou dentro da minha cabeça. – Jessica! Pare! Está correndo perigo, o acidente não foi ao acaso, nada é ao acaso! Precisa de aliados... – Era a voz de Hunter novamente, fazendo-me encolher o corpo e sentir um arrepio subir pela espinha. – Papa... – Sussurrei, espremendo os olhos, tentando relaxar na cama, mas a verdade era que não ficaria tranquila até descobrir o motivo das visões e quem era Mikhail. Por que papai queria tanto que eu me aliasse à Eva? Justo à ela, que parecia tão indiferente em relação a mim. – Non semper dolor in animam viventem. – Conjurei entre soluços baixinhos, mas sabia que havia grandes chances do feitiço não dar certo.

De certa forma, deu. As dores em meu corpo pareciam diminuir e meus batimentos cardíacos foram se normalizando. Minhas pálpebras pareceram pesar quilos, obrigando-me a piscar lentamente, mas antes de me render ao torpor, arrastei a mão direita para cima do diário, trazendo-o para perto do peito. O couro agora não me incomodava, era reconfortante sentir a textura da fita, e por um segundo, senti que Hunter estava comigo naquele quarto, na verdade sempre esteve, desde muito antes do incêndio no abrigo. Um sorriso triste pintou meu rosto antes que eu afundasse num sono pesado.

Estava correndo, sem rumo em meio a uma neblina densa, que não me permitia enxergar. Era noite, tudo estava escuro e eu sentia o vento gelado da madrugada bater contra meu corpo. O palco de minha corrida era a estrada da entrada de Mystic Falls. Meus cabelos dançavam com o vento enquanto minhas pernas se esforçavam para correr o mais rápido que podiam. Lágrimas escorriam de meus olhos, e eu podia sentir que correndo naquela velocidade, estava colocando minha vida em risco. Olhava para trás, conferindo se ele estava vindo. Estava. Os olhos tão profundos e cheios de ódio que me deixavam tonta. As garras, prontas para me retalhar, os dentes pontudos e brilhantes, faziam-me sentir cada pelo do meu corpo se arrepiar, somente de olhar para eles. Eu podia ouvir o barulho dos meus tênis indo de encontro com o asfalto úmido, o barulho de minha respiração saindo pela boca e o barulho que ele fazia. Mas, o que era aquele ser de áurea pesada com cheiro de morte? Vampiro. Enquanto olhava para trás, tropecei em meus próprios pés, rolando no asfalto da estrada vazia. Não deu tempo de me levantar, ele era mais rápido, mais forte, estava à minha frente quando tentei fugir. Agarrou-me pelos cabelos, fazendo-me fitá-lo, porém seu rosto era um borrão negro. Fechei os olhos, gritando e chorando, me debatendo feito um peixe fora d’água. Senti meu corpo chocar-se contra algo e abri os olhos. Segurava algo com a mão esquerda. Ergui o rosto para fitar os olhos da bruxa que parecia ter assistido ao meu pesadelo, estava pálida, estática, retribuindo ao aperto em minha mão. – Eva – Sussurrei, abrindo um sorriso fraco. Tudo em mim estava fraco. A voz, o corpo, o sorriso... Notei a presença humana e forte de William, fazendo-me lançar um olhar aliviado por vê-lo bem. Minha mão permanecia junto da de Eva, mas cortei a conexão de imagens que possuíamos, não queria preocupá-la com o acidente, nem com o pesadelo. Besteira!, pensei, dando de ombros mentalmente, mas sabia que aquele não havia sido um simples sonho ruim.


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William M. Jonnes

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Seg Out 01, 2012 8:38 pm






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Era difícil de acreditar que Jessica estava mesmo internada no hospital. Ela era uma bruxa assim como Eva, mas diferente do que eu pensava, não tinha o dom de se curar rapidamente, ou imunidade a doenças ou coisas assim. Tenso, tentei parecer tranquilo, mas Eva estava tão surpresa quanto eu. – Se eu te pedisse para ficar, ia ignorar de todo jeito, não é? – Falou, como se já soubesse a minha resposta. Observei-a morder o lábio, quase sorrindo. – Acertou em cheio! – Sorri de leve no canto dos lábios, analisando os movimentos cuidadosos da bruxa. Pensei em beijá-la novamente, mas a preocupação não deixou que meus desejos ocultos fossem revelados. Eva pareceu esperar algo, os médicos se afastarem da porta talvez, e só então a abriu. Em silêncio, segui Eva pelo corredor e notei que ela não estava procurando o quarto pelo número, era como se farejasse Jessica ou a sentisse de longe. Era estranho, mas não deixava de ser legal. Tentava ao máximo pisar o mais macio possível, mas meu corpo ainda estava dolorido, ficava cada vez mais difícil caminhar sem fazer barulho, e o longo corredor pouco iluminado ecoava a maioria dos sons.

Paramos enfim numa porta com o número 33 e Eva não hesitou em abrir a porta. Esperei que ela entrasse, se acostumasse com a claridade e com a visão de Jessica para só então eu entrar. Fechei a porta com cuidado, observando o estado da ruiva com um aperto no peito. Estava pálida, a boca quase sem cor, vários arranhões pelo corpo, um curativo na testa e no pulso. Fora os aparelhos ligados a seu corpo como o medidor de batimentos cardíacos, que era o único som do quarto, os tubos para respiração e o soro. Fechei as mãos em punho, engolindo a saliva com dificuldade, se pudesse ter feito algo para impedir o acidente, eu teria feito. Apesar de tudo, era inegável que mesmo tendo salvado-a do fogo, ainda estava em débito com a ruiva.

Fitei as costas de Eva, que se aproximou da cama onde Jessica repousava. Parecia morta, e eu diria que estava se não fosse o barulho de seus batimentos. Como se despertasse de um pesadelo, Jessica abriu os grandes olhos azuis, só então notei que segurava a mão de Eva. Aproximei alguns passos da cama, tentando ser o mais solidário possível, o que era novidade para mim. – Ei Jess – Sussurrei com um meio sorriso, feliz por vê-la acordada. Com os olhos abertos parecia melhor, mais viva, e a cor em seu rosto voltou um pouco quando sorriu para mim e para Eva. Desci os olhos para o caderno sobre o peito da ruiva, estava agarrada à ele como se fosse algo precioso ou importante. Vinquei a sobrancelha, suspirando. Passar por tudo o que passamos no baile não era qualquer coisa, era bem provável que criássemos laços afetivos uns com os outros, até porque, salvar a vida de alguém não é algo que possa ser considerado uma coisa boba.





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Eva Bulkövsky

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Ter Out 02, 2012 7:18 pm

She. She screams in silence
A sullent riot penetrating through her mind!
...


Jessica parecia um cadáver na maca, seu estado frágil lembrava Charllote no leito de morte, fazendo pedacinhos do coração de Eva. A bruxa apanhou a mão da outra sem pensar, sem nem imaginar que seria sugada tão repentinamente para as profundezas da mente da ruiva desacordada. Os dedos sorrateiros dos pesadelos de Jessica avançaram, agarraram o pulso de Eva e puxaram sua áurea para mais perto, obrigando-a a assistir impotente enquanto a ruiva corria enlouquecida de um perigo invisível. Ao menos invisível para Eva. Por um instante, olhou em volta pela estrada que parecia tão inocentemente calma e deserta, até que pode vê-lo ao longe, uma figura, uma espécie de sombra monstruosa, não era exatamente um formato humano ou conhecido, mas tinha o cheiro de morte impregnado em cada centímetro daquela imagem.

Foi pior do que qualquer surra que já tivesse levado antes, tirou-lhe o fôlego de forma que nem mesmo os beijos de Will eram capazes de fazer, gelou-lhe os ossos e parou seu coração pelo segundo em que os olhos cristalinos perolados da bruxa encontraram-se com os daquela forma não-humana indefinida. Era como lembrar-se de um sonho, algo oculto na mente da bruxa que permanecia inalcançável, mas ao mesmo tempo cutucava-a, quase como um aviso sombrio, olhe aqui, o aviso sombrio sussurrava, ele está aqui. Ele quem? Apertou mais as mãos de Jessica, sentindo medo e raiva ao mesmo tempo, sem saber o motivo. Teria esmagado a estrutura óssea delicada da ruiva, se esta não tivesse chamado por seu nome, afastando as imagens, acordando-a do pesadelo que compartilhavam. – Eva... – sussurrou Jessica, com um sorriso pálido e amigável. Piscou algumas vezes, antes de voltar a superfície da realidade, procurando lembrar-se de onde estava, esquecendo-se momentaneamente da sombra tenebrosa nos sonhos de Jess. Soltou um suspiro aliviada, deixando os ombros caírem, segurando-se apenas para não desabar ali mesmo, no chão frio do quarto. – Pensei que ele tivesse te encontrado... – sussurrou, esquecendo-se de Will, logo às suas costas, falando mais do que devia outra vez. Mas não podia evitar, só então na segurança do quarto foi capaz de perceber o quanto tivera medo de que Michael fosse o responsável por tudo aquilo. Durante o curto tempo em que se esgueiraram pelos corredores, Eva e Will, a bruxa vinha remoendo em sua mente sem nem ao menos se dar conta, se talvez o hibrido teria encontrando a ruiva, machucando-a só pelo simples prazer de passar uma mensagem. Comporte-se, Eva... Podia ouvir sua voz em sua nuca. Ou vou machucá-la onde dói mais... E como doía.

Balançou a cabeça, aquilo era estúpido. Jessica nem mesmo sabia da existência de Michael, e se Eva fosse esperta, jamais contaria. Eram suas contas a acertar, já devia saber disso quando saiu de casa para procurá-la. Engoliu seco, tentando afastar qualquer resquício de verdade que houvesse em seu rosto, tentando esconder os medos, tudo o que pudesse dar com a língua entre os dentes para Will e para Jessica. Jamais se perdoaria se mais alguém acabasse ferido por sua causa, já perdera o pai e mãe por esse caminho. Soltou a mão da bruxa, com medo de que tivesse visto todas as duvidas em sua mente, em um momento de descuido pessoal. Procurou por algo que pudesse desviar sua atenção da lembrança de Michael e se pegou apanhando um pequeno diário que a bruxa ruiva mantinha próximo ao peito, virando-o com a parte de couro para baixo, apertando os olhos ao ler o garrancho escrito as presas na pagina aberta. Mikhail... O nome vibrou em sua mente, fazendo com que Eva se assustasse, afastando-se dois passos para trás, trombando com o peito solido de Will parado as suas costas. Assustou-se outra vez, virando-se para ele com o rosto pálido e o coração na boca. Porque agia daquela forma tão estranha? Como uma onça acuada? De repente o quarto parecia mais frio, havia algo ali na mente da garota que queria gritar, um dejá vu, como se já tivesse ouvido aquele nome antes. E ao mesmo tempo que desejava exterminar aquela sensação de repetição, descobrir o que havia por trás dela, tinha medo. O tipo de medo que só existia junto da certeza de chegar próxima à verdade.

Passou os dedos pelo cabelo, desconcertada. – Sabia que estaria aqui... De alguma forma. – balançou a cabeça, afastando-se dos dois. – Como uma presença... Querendo que te encontrasse. – sussurrou, segredando-lhe. Queria contar mais à bruxa, avisá-la sobre os perigos da cidade. Agora que sabia o que Michael tinha se tornado, perguntava-se se haveriam mais, como o loiro que vira nas memórias de Jason. Olhou furtiva para Will, sentindo uma falta de ar esquisita, percebendo o quanto queria protegê-lo daquilo tudo. Então mande-o embora. Pensou. Todos ao seu redor acabavam mortos. A calma que sentirá momentos atrás, nos braços do humano, tinha desaparecido e dado lugar à uma inquietação catastrófica. Era novamente um furacão preso entre quatro paredes, sentindo uma necessidade horrível de fugir, mas não podia fugir para sempre, não agora que estava tão próxima de desenterrar todas as mentiras. Sentia em seus ossos que a verdade estava presa junto daquele nome e isso fazia-a tremer. – Quem é Mikhail? – perguntou, com o resto de coragem que lhe sobrava, temendo olhar nos olhos de um dos dois e dedurar o medo que tinha dentro de si.


Tagged:William. Michael. Jessica. Mikhail Clothes:eu juro que antes do turno acabar, boto o maldito link aqui[/color] Soundtrack:She - Greenday Post: 05

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Jessica Craigdalle

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Qua Out 03, 2012 8:20 pm


Baby, here I come straight to number one!
Life gave me some lemons, so I made some lemonade...

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As dores em meu corpo pareceram ficar em segundo plano quando analisei melhor a expressão de Eva. Estava tão assustada como um animal indefeso, pálida, olhava-me como se eu fosse um monstro de algum filme de terror. – Pensei que ele tivesse te encontrado... – As palavras foram o suficiente para fazer meu peito se remoer de medo e dúvida, uni as sobrancelhas de forma discreta, tentando entender o que eu havia perdido desde a última vez que vi Eva no Grill. A sensação de unhas deslizando sobre um quadro negro me bofeteou em forma de uma sensação ruim antes de Eva separar nossas mãos. Havia algo que a bruxa tinha medo, e agora temia por mim e por William também. Desviei meu olhar para o humano de aparência exausta e tentei sorrir, mas mostrar que eu estava bem não era uma tarefa fácil, eu não estava bem e nem tranquila. A frase de Eva ricocheteou dentro de minha cabeça novamente, como uma goteira alta, pingando sempre no mesmo local, deixando-me tonta. Quem poderia ter me encontrado? Respirei fundo, tentando aplacar meus sentidos de bruxa, mas acabei provocando um desconforto muito grande nas costelas ao movimentar os pulmões de forma intensa, o que me fez soltar um gemido e encolher o corpo todo diante da dor. – Maldita dor... – Sussurrei tão baixo que duvidei que algum deles tivesse ouvido. Nesse momento de descuido, Eva apanhou meu diário, deixando-me tensa diante das anotações sobre meu passado, fatos que eu não mostrei à ela em nossa conexão na noite do baile, fatos que me rasgavam de dentro para fora, como garras ou dentes afiados, destruindo-me pouco a pouco. Porém, ela não folheou o diário, leu apenas o nome escrito com dificuldade numa folha qualquer.

A reação de Eva fora completamente oposta da esperada, ficou ainda mais tensa que antes, pensei que desmaiaria nos braços de Will assim que chocou suas costas contra o peito do humano. Sem pensar, meu corpo se moveu para frente, num movimento brusco que provocou dores intensas, mas consegui me sentar na cama, esticando as mãos em direção à Eva, como se pudesse pegá-la caso não conseguisse manter-se em pé. Crispei os lábios, evitando possíveis gemidos de dores, mas Eva virou-se para William, fazendo-me puxar as mãos de volta, sentindo-me boba por tentar cuidar tanto de uma garota estranha. – São mais parecidas do que você pensa... – A voz de Hunter ecoou mais alto que a goteira dentro de minha mente, fazendo-me arrepiar. Por que agora? Por que meu pai resolveu se manifestar somente após os acontecimentos no baile? Levei às mãos à cabeça, fechando os olhos, massageando com cuidado as têmporas doloridas, concentrando-me apenas em minha respiração falha e no som dos meus batimentos cardíacos marcados pela máquina. – Sabia que estaria aqui... De alguma forma. – Quando a ouvi falar, abri os olhos e afastei as mãos da cabeça, prestando atenção em suas palavras. Novamente uni as sobrancelhas, abrindo um pequeno sorriso no canto dos lábios sem cor. Queria contar que tinha tido visões, e que a voz de meu falecido pai pedia que eu me aliasse à Eva. – Como uma presença... Querendo que te encontrasse. – Assenti discretamente em resposta ao sussurro de Eva, o que me fez pensar se William tinha descoberto tudo ou se ainda estava sobre influência do meu feitiço. O modo como o humano prestava atenção em nossa conversa denunciou que o feitiço não havia dado certo, era como Hunter dizia, perigoso demais para ser usado em humanos. E nesse modo de prestar atenção em nós duas, me fez notar em como Will olhava Eva diferente, parecia encantado, ou pronto para protegê-la de qualquer coisa que ameaçasse machucá-la. O brilho nos olhos de ambos era igual, estavam se gostando, o que me fez abrir um sorriso mais largo do que o anterior.

Mas, qualquer vestígio de sorriso que existiu em meu rosto desapareceu com a pergunta de Eva. Como formular explicações coerentes se nem mesmo eu sabia quem era Mikhail? A única coisa que sabia a seu respeito era que tinha uma presença forte e que lambeu o sangue do corte em minha testa, nada mais. Meu olhar ficou sem foco, pairando em local qualquer do quarto, forcei-me a voltar para a realidade, piscando várias vezes, fitando Eva. – Rydym yn siarad am y peth yn ddiweddarach, iawn? – Sussurrei em um galês falho, que há tempos estava enferrujado dentro de mim, sabia que Eva compreenderia. Respirei com cuidado para não mexer as costelas e lentamente, encostei-me ao travesseiro, analisando a expressão das figuradas paradas ao meu lado. Queria muito encontrar palavras para falar, mas elas simplesmente fugiram de minha boca. – Quando eu sair daqui, vou pagar sorvete para os dois! – Ri baixo com o pouco de humor que me restava, limpando as lágrimas que escorreram pelos cantos dos meus olhos. Pensar que jamais estaria livre de problemas, de maldade, de morte deixava-me deprimida, eu jamais poderia sentar-me numa praça e saborear uma maçã-do-amor ao lado de um namorado ou de amigos sem ter a preocupação de estar sendo vigiada por alguém com más intenções. Estreitar relações me dava medo, eu não suportaria perder Eva, Hanna, William... O que está pensando Jess?! Você nem os tem para ter medo de perdê-los!, meu subconsciente berrou, fazendo novas lágrimas escorrerem em meio daquele sorriso fraco.


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TAGGED Eva, William, Hanna e Mikhail
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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Qui Out 04, 2012 10:09 pm

She. She screams in silence
A sullent riot penetrating through her mind!
...


Eva queria socar algo, ao menos para que não se sentisse tão fraca e impotente diante de tudo. Podia esconder-se pelo tempo que fosse, Michael a encontraria. Podia fechar os olhos, mas o nome que Jessica anotara em seu diário continuaria a piscar em sua mente e se adormecesse... Se adormecesse veria todos aqueles rostos, os de Charllote, Hanna, Henri, Will, Jessica, o pai... Sombras de uma mãe que jamais conheceria e da forma indefinida do vampiro no pesadelo, faminto por sangue, com garras e dentes feitos para dilacerar. Estavam rasgando-a de dentro para fora e tudo o que a bruxa podia fazer era manter-se em pé. Encarou os dois estranhos naquele quarto, passando os olhos do rosto delicado e pálido de Jessica para o de Will, ainda podia sentir seus lábios nos dele, esmagando o que sobrava de seu coração. Como podia ser estúpida o bastante para esquecer-se? Bonecas não tinham coração algum para que fosse esmagado.

Ele a encarou de volta, fazendo com que Eva desviasse o olhar, certa de que não havia mascara no mundo capaz de esconder do humano todo o caos que habitava o interior de sua alma. Já pensava em fugir dali, como sempre fazia, quando as palavras de Jessica a pegaram de surpresa. – Rydym yn siarad am y peth yn ddiweddarach, iawn? – disse a ruiva. Eva franziu o cenho, o som do Galês na voz doce de Jessica fizera com que pensasse na voz de um pai que jamais ouvira e a bruxa teria desabado em lagrimas, se a insensibilidade já não estivesse envolvendo seu coração com garras de ferro. Assentiu com olhos vagos, não queria mais falar sobre isso. Passara tantos anos procurando pelo pai, era tudo o que queria , não era? Tudo o que mais desejava? Faria qualquer coisa. Quando fugiu do orfanato, encarou a estrada com o peito cheio de ar e se adaptou a ela, endurecendo mais a cada dia, sabendo que quando chegasse a hora, estaria pronta para esmagar qualquer um que ficasse entre seu pai e ela, como uma enorme onda.

E agora essa hora chegava, estava bem em baixo de seu nariz, querendo ser vista. Mas Eva não queria vê-la. O medo que lhe faltava na hora de encarar o desconhecido vinha e derrubava-a de uma vez só, acumulava-se em sua alma junto com tanta raiva, que parecia não caber mais dentro do corpo. Um comentário de Jessica sobre sorvetes e gracinhas quase a fizera rir, em uma tentativa falha de afastar-lhe todos aqueles borrões pretos que perturbavam sua mente. E de repente a ruiva desmanchara-se em um choro repentido, surpreendendo Eva mais uma vez. A bruxa estacou, sem saber o que dizer, sentia um aperto no coração e uma terrível vontade de abraçá-la. Vai ficar tudo bem, podia dizer, como Charllote costumava fazer com ela, quando eram pequenas. Avançou dois passos, para depois se parar. O que está fazendo? Franziu a testa – Pare de chorar – disse, soando mais ríspida do que queria. Irritada consigo mesma, com seu coração. Pensou ter assassinado aqueles sentimentos há tanto tempo, pensou que fosse Eva, dura como o inverno. Não tinha tempo para se importar com os outros, não podia se dar a esse luxo, mas se arrependeu quase instantaneamente ao perceber o olhar de Jessica, quase magoado. Nem se atreveu a olhar Will.

Virou o rosto, metendo as mãos nos bolsos, sentindo o papel áspero da fotografia do pai que ainda carregava ali. – Desculpe – sussurrou, não reconhecia mais a si mesma. E se Jason tivesse razão? E se Eva fosse mesmo como Michael? Não era sua culpa, queria gritar, quero meu pai de volta! Teria chorado, mas já não haviam mais lagrimas para cair, tinham secado, assim como tudo o que havia de bom na bruxa. Virou-se de repente, escancarando a janela. – Eu não devia estar aqui... – sussurrou, e sem olhar para trás saltou para a noite. Seria melhor se os evitasse, a todos eles, Jessica, Hanna e Will... Sim, especialmente Will. Não podia e não iria deixar que entrassem em seu caminho, só iriam atrasa-la, quebrando seu coração depois que partissem, como todos os outros fizeram... O pai, a mãe, Charllote... Eva não suportaria mais perdas. Estava fazendo um favor, a todos eles. Iam morrer um por um ao seu lado, era o que acontecia. Sempre.

Sentiu o impacto pesado dos pés tocando o chão, depois de uma queda de uns bons três metros. As articulações dos joelhos protestaram, mas parecia insensível à aquele tipo de dor. Todo o sofrimento concentrava-se no coração, enquanto ela se afastava do hospital seguindo seu caminho de auto-destruíção de sempre. Era o único que conhecia, afinal.


ENCERRADO PARA EVA



Tagged:Hanna. Jason. Thomas. Charllote. William. Michael. John Bulkövsky. Jessica Clothes:não tem Soundtrack:How to safe a life - the fray Post: 06

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Sex Out 05, 2012 2:05 am





Behind the Shadow






Não foi difícil encontrar o hospital da cidade, já que era possível avistar o grande letreiro vermelho e branco de longe. Ao me aproximar ainda mais, as letras em vermelho pareciam ganhar vida com iluminação, dando destaque para o nome: "Hospital de Mystic Falls". Entrei no estacionamento, encontrando-o quase vazio, então foi fácil conseguir uma vaga perto da entrada principal. - Ok, Camille! A coisa é simples. Você só precisa entrar, saber como a garota está e depois sair de fininho. - Dei um longo suspiro antes de abrir a porta do carro, pensando no que iria fazer. Segundos depois, já andava pelo estacionamento.

- Você precisa falar com a Jessica. - A voz de Hunter havia voltado a minha mente, assim como sua presença ao meu redor, fazendo-me dar um pulo.

- Ai, Cristo! Será que dá pra você parar de me assustar? E não me diga o que eu tenho que fazer. Você não me dá ordens. - Eu disse irritada, enquanto acelerava o passo.

- Jessica está em perigo e só você pode resolver isso, Camille. Essa confusão começou por sua causa e você precisa falar com ela.

- E o que você quer que eu diga? "Oi, Jessica! Sou Camille e seu pai voltou do além para me infernizar porque quer que eu cuide de você". Ah! Por favor! - Parei no meio do caminho, enquanto discutia em voz alta com o espírito do bruxo. Só então me dei conta da presença de dois enfermeiros que pareciam estar em um intervalo. Eles me observavam e cochichavam entre si, então achei melhor dar o fora antes que eles achassem que eu tinha fugido da ala psiquiátrica. - Está vendo só a situação em que você está me colocando? Todos estão achando que eu sou maluca.

- Você pediu por isso, agora não se queixe, vampira.

- Eu pedi pra você me livrar da presença do Mikhail e não para ficar me assombrando. Isso não faz parte do pacto. - Minha voz ecoou pela porta de entrada do hospital, enquanto eu pensava em um jeito de me livrar de Hunter. - Escute, eu sei que está preocupado com a sua filha, mas se quiser mesmo que eu a ajude, me deixe fazer as coisas do meu jeito, ok? E por favor, pare de ficar entrando na minha mente porque eu não te dei permissão pra isso! Vá assombrar algum infeliz por aí e me deixe em paz! - Antes mesmo de eu parar de falar, a presença do bruxo já não estava mais comigo, então dei de ombros e segui para dentro do hospital, atravessando a porta que dava para a recepção.

Eu não precisava de informações, pois sabia exatamente onde a ruivinha estava. Podia sentí-la através de suas sensações e de sua energia. Era como se a própria Jessica estivesse guiando meus passos até ela. Sendo assim, passei reto pela recepção, sem me preocupar com o fato de ser vista, ou não, já que isso não seria um problema. Andei pelos corredores, absorvendo cada sensação, qualquer mínima impressão deixada pela garota. Em pouco tempo, eu estava parada diante da porta do quarto trinta e três. Captei três vozes distintas, sinal de que a ruivinha não estava sozinha, mas apesar de poder ouvir tudo o que diziam, eu não podia entrar. Não pelo fato de ser uma vampira e não ter sido convidada, mas sim porque ainda não estava pronta para conhecer a filha de Hunter. O único tipo de relacionamento que eu tinha com humanos, tinha a ver somente com duas coisas: Sangue e sexo. Não necessariamente nessa ordem, mas enfim... Eu não queria e não gostava da ideia de ter que proteger uma humana, mas tinha dado a minha palavra ao bruxo e sempre fui uma vampira de palavra. Então, para me aproximar de Jessica, eu precisaria de um plano, mas primeiro tinha que saber como a menina estava, e claro que o pai dela não iria me dizer. O maldito espírito não iria facilitar as coisas pra mim, então eu teria que improvisar. Foi então que vi uma enfermeira andando pelo corredor, e para a minha sorte ela vinha na minha direção.

- Olá, Lucy! - Parei diante dela, dando um meio sorriso, enquanto notava seu nome no crachá. Ela se assustou com a minha súbita chegada, já que estava distraída, mesmo assim retribuiu o sorriso. - Preciso de sua ajuda e você irá me ajudar, certo? - Eu disse estabelecendo uma conexão, vendo a garota assentir com a cabeça. A hipnose seria rápida e quando acabasse, ela não se lembraria de nada. - Você entrará no quarto trinta e três e será os meus olhos lá dentro. Enquanto estiver lá, você vai observar atentamente tudo o que se passa com a paciente e depois virá me contar, mas antes de sair do quarto pegará o prontuário dela e irá me trazer, entendeu? E se alguém lá dentro perguntar alguma coisa, aja normalmente, afinal você só está fazendo o seu trabalho. Agora vá. - Lucy assentiu novamente e logo me deu as costas, já entrando no quarto. Quanto a mim, fiquei esperando do lado de fora, parada perto da porta.

Pude ouvir Jessica queixando-se de dor, ouvi quando ela falou sobre "pagar sorvete", e quando ela disse algo em galês, mas não me prendi a conversa, já que pelo visto ela apenas conversava com amigos. Pelo menos foi a minha suposição. - Hey, moça? O horário de visitas acabou, não pode ficar aí. - Disse um enfermeiro. "Ótimo! Lá vem um intrometido". Meu pensamento veio e passou tão rápido quanto o sujeitinho que se aproximava. - Desculpe, moça, mas terei que pedir para que saia. Não pode ficar aí.

- Ah! Eu posso, sim. E você não me viu aqui, então seguirá andando pelo corredor e irá cuidar do seu trabalho. - Bastou um olhar intenso e algumas palavras minhas, e lá se foi o enfermeiro, deixando-me sozinha novamente. Porém, não por muito tempo, já que Lucy reapareceu com o prontuário de Jessica em mãos. Ela fez um relatório completo sobre tudo o que tinha visto e depois entregou-me o prontuário para que eu o lêsse. Meus olhos percorreram os papéis rapidamente e constatei que a garota não estava tão mal assim. Bem, pelo menos não estava morrendo. Tinha sido atropelada, quebrado apenas algumas costelas, sofrido alguns arranhões aqui e ali, enfim... Ao meu ver, não era questão para se fazer tanto alarde como o bruxo tinha feito, mas como certos espíritos tendem a gostar de um drama, já era de se esperar que Hunter fizesse muito barulho por quase nada.

Jessica não estava morrendo, estava um tanto deprimida e sentia algumas dores, mas já estava sendo medicada, então não era motivo para eu me preocupar. Eu só não entendia o porquê? de ela estar sentindo tanto medo. Ela parecia aterrorizada com algo e eu não sabia dizer o que era, só conseguia sentir. Isso tinha me deixado intrigada. Lembrei-me do que Hunter havia dito no cemitério, sobre eu ter atraído a morte e sobre ele estar querendo Jessica. - Mas ele quem? - Me perguntei em voz alta, ignorando a presença de Lucy. Por fim, achei que era hora de ir embora, mas antes dei uma última ordem para a enfermeira, dizendo que devolvesse o prontuário para o lugar de onde tirou e que esquecesse que me viu. Assim que ela voltou para o quarto, girei nos calcanhares e fui embora. Jessica parecia não precisar de mim. Estava em recuperação e estava sendo bem cuidada, mas ainda assim algo me dizia para ficar de olhos atentos na menina. O medo que captei da ruivinha me deixava curiosa e receosa ao mesmo tempo. Eu sentia como se um tipo de névoa negra estivesse envolvendo Jessica, e essa mesma névoa também parecia estar vindo na minha direção.












Taggs: Jessica e Mikhail Place: Hospital de Mystic Falls My Car Soundtrack: Bleed Like Me - Garbage

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ENCERRADO
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Klaus Kauffman
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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Sex Out 05, 2012 8:02 pm

   TURNO ENCERRADO PARA TODOS!    
Qualquer post em relação a esse dia, turno, será excluída, e o usuário advertido.

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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Sex Nov 02, 2012 2:22 pm

Fucking Wolf
she does not care what they think about it

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Não havia motivos para mentir para mim mesma, estava me metendo numa fria ao aceitar a oferta de trabalho em Mystic Falls. Há dias eu estava tensa, rodava pela casa como um bicho em uma jaula, sentia-me nauseada e trêmula, vertigens súbitas que me deixou preocupada com minha própria saúde. Um tanto irônico, uma mulher a serviço do bem-estar da sociedade não saber ao certo o que se passa consigo mesma. Mesmo com tudo conspirando contra minha mudança, peguei a estrada, rumando para o estado da Virgínia, onde moraria pelos próximos dois anos, no mínimo. – Se for tão horrível quanto parece, voltamos pra casa, ok Sam? – Disse ao husky siberiano que me observava do banco de trás do Jeep. Sam era meu único parceiro de verdade, o cachorro era meu amigo e estávamos juntos há cinco anos. Adotar um animal fora a forma encontrada de suprir algumas faltas que estavam afetando meu dia a dia no trabalho, viver sozinha não era tão fácil quanto parecia, seres humanos precisam se socializar, nem que seja com um animal. Apertei os dedos ao redor do volante, fitando o céu naquela manhã de Halloween. Não fazia muita diferença se era dia das bruxas, Páscoa ou dia de ação de graças, eu nunca fui muito adepta a comemoração de datas daquele tipo, não existia um porque para cear no Natal, ou para montar uma árvore e assar um peru. Mas, mesmo assim, o Natal era a única data que eu fazia questão de perpetrar algo para ser lembrado, normalmente minha forma de agradecer pelo ano e pela fartura era ficando de plantão em algum hospital público, ajudando os mais necessitados que não podiam pagar um atendimento particular.

Fiz uma parada curta num posto de gasolina à beira da estrada, comprei algumas bobeiras para matar a fome e reabasteci o tanque, pronta para continuar seguindo viagem. Mais algumas horas dentro do carro e finalmente atravessei as fronteiras que me levaria a Mystic Falls. Mordi o lábio, fitando a estrada pelos retrovisores, observando a floresta que rodeava os dois lados. O ar era diferente, tinha cheiro de terra úmida e flores silvestres, mesclado com frutas frescas e mel, uni as sobrancelhas ao notar a inquietação de meu cachorro no banco de trás. – O que foi rapaz? – Diminui a velocidade, batendo a mão sobre o banco ao lado do meu, convidando Sam para sentar-se perto de mim. Como um bom e esperto companheiro, Sam imediatamente saltou para frente, latindo feliz ao colocar a cabeça para fora do vidro, curtindo o vento fresco que se chocava contra seu pelo. Balancei a cabeça, reprimindo um sorriso que quis estampar meu rosto. Eu não sorria. Desde os meus doze anos era difícil alguém conseguir arrancar sorrisos de mim, mas Sam às vezes conseguia esse feito sem esforço algum, simplesmente por ser quem era. O clima dali era realmente estranho, ao passar pela placa de boas vindas na entrada da cidade, Sam ficou ainda mais agitado, deixando-me aflita em relação ao seus latidos altos. Quando meu cachorro finalmente parou quieto, abaixei o vidro do meu lado e estiquei o pescoço para fitar as casas que se aproximavam, o céu estava lilás, prestes a ficar totalmente escuro com o anoitecer.

Conforme adentrava a cidade, mais casas apareciam, pequenos edifícios, o comércio, uma modesta igreja e é claro, uma praça. Apanhei o pedaço de papel dobrado no bolso de trás da calça e fitei o desenho desajeitado de um mapa que eu mesma tinha feito antes de sair de casa. Eu era péssima para procurar lugares e desenhar fora uma alternativa a escrever o nome da rua onde se localizava minha nova casa. Não foi tão difícil de encontrar. Ficava em uma rua sem saída, arborizada e com casas padronizadas, com belos jardins e bastante espaço para meu querido Sam se esbaldar. Estacionei o carro e desci sem muita pressa e logo o husky tratou de saltar pela janela do Jeep. Peguei algumas bagagens no carro e ativei o alarme, carregando-as sem dificuldade para dentro da casa. Tratei de abrir as janelas, prender as cortinas, acender as luzes e ligar o ar-condicionado, ficara fechada por algum tempo e o cheiro de mofo estava começando a tomar conta das paredes e do assoalho. Coloquei um bom punhado de ração na tigela de Sam e devorei um sanduíche com geleia de morango com poucas dentadas, estava faminta e duvidava que apenas aquele aperitivo fosse saciar minha fome de lobisomem, mas eu tinha assuntos a tratar e perder tempo com uma refeição de rainha não estava nos meus planos. Apanhei a bolsa que estava sobre o sofá e sai, trancando a porta. Novamente estava no carro, rodando um pouco perdida pela cidade. Após pedir informação para um casal de zumbis, consegui localizar o hospital de Mystic Falls, deixei o carro no estacionamento e caminhei em passos rápidos para dentro do recinto, aproximando-me imediatamente do balcão, onde uma jovem de cabelos loiros fuçava no computador. – Com licença eu sou Mia, a nova médica legista. – Tentei ser educada e falar com tranquilidade, mas a forma como a garota mastigava a goma de mascar me deu nos nervos.

Soltei a respiração pela boca e botei a bolsa sobre o balcão, despertando a atenção da humana. – Sim? – Ela perguntou com a voz arrastada, fuzilando-me com o olhar. – Desculpe, eu não sabia que seus joguinhos eletrônicos eram mais importantes que seu trabalho. – Rápida, fria e ácida. A garota ajeitou o corpo na cadeira enquanto corava, sussurrou um pedido de desculpas e voltou a me olhar, ainda constrangida. – Muito bem, sou a nova médica legista. – Abri a bolsa e retirei os documentos e os papeis necessários para minha transferência. Enquanto a jovem lia com cuidado tudo o que lhe foi entregue, ergui um pouco a cabeça, observando o crachá da atendente. Karen era o nome da loira. – Senhora Hantaywee? – Karen direcionou a palavra a mim, despertando minha atenção. – Por acaso é uma nativo-americana? – O deboche em suas palavras era implícito, mas mesmo assim, consegui captar. Tombei a cabeça um pouquinho para o lado, arreganhando os dentes num sorriso extremamente forçado. – Cristina, eu tenho orgulho de ser uma sioux, e eu não pinto meus cabelos para parecer mais... Bonita ou inteligente. A essência é que faz a diferença. – Pisquei para a garota, apanhando meus papeis e documentos assim que um enfermeiro se aproximou, dizendo que iria me mostrar o hospital. Antes que eu me afastasse do balcão, a loira manifestou-se. – É Karen! – Revirei os olhos, dando-lhe as costas. – Desculpe, Kristen. Da próxima eu prometo que acerto.

Apesar de a cidade ser pequena, o hospital era grande, bem equipado, pronto para receber pacientes em estado grave. O enfermeiro, Edan, era bem educado, totalmente o contrário de Karen, a loirinha da recepção. Enquanto caminhávamos pelos corredores brancos do hospital, Edan apontava as direções e nomeava as salas, explicando um pouco de como era a rotina dos médicos e enfermeiros dali. – E ali ficam as... – Edan foi interrompido por outro enfermeiro, parecia mais novo e talvez menos experiente no ramo da medicina. – Houve um incêndio no colégio, algumas pessoas feridas com queimaduras, cortes e fraturas. Estão sendo trazidas para cá nesse exato momento. – Aflito, o rapaz falava rapidamente, gesticulando em direção ao colégio de Mystic Falls. Era de se esperar que uma festa na famosa cidade dos vampiros fosse acabar em fogo, ou em sangue e morte. Adiantei-me antes mesmo de Edan se dirigir a mim. – Só preciso de um jaleco, o resto pode deixar que consigo fazer sozinha. – Ele assentiu, esboçando um sorriso satisfeito enquanto fazia um sinal com a mão para que eu o seguisse. E lá se foi minha noite de folga.

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Matthew Bradley
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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Dom Nov 04, 2012 4:35 pm

Oh shit! I'm screwed, man...
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O lobo de duas patas arrastava-se pelas ruas escuras como um zumbi. E realmente parecia um zumbi, um go-go boy zumbi. A roupa estava rasgada, surrada, manchada de sangue e cinzas, exatamente como a pele da maior parte do corpo. Esforçava-se para manter os olhos bem abertos, o cansaço atingiu-lhe pelas costas, de forma traiçoeira e rápida. Seu caminhar – ou arrastar – fazia barulhos estranhos ecoar pelo silêncio da rua. Não sabia ao certo aonde ir ou o que fazer, já que ir para a pensão não parecia o mais sensato de todas as poucas alternativas. Parou perto de um poste de luz, apoiando a mão na estrutura metálica que o sustentava e tossiu, diversas vezes, tossiu com força e expeliu um punhado de sangue que estava acumulado em sua garganta, seu próprio sangue que saia de sua língua cortada. Respirou fundo, sentindo uma pequena melhora nos pulmões e também nas pernas, que doíam quando flexionadas com força no chão, o sangue da vampira fora de grande utilidade, mas precisa de mais. “Hospital”, a palavra iluminou-se na cabeça de Matthew, fazendo-o piscar várias vezes para ter certeza de que a placa há alguns metros a sua frente era do hospital de Mystic Falls. O prédio de cores claras estendia-se por boa parte do quarteirão e não estava tão distante assim, o lobo poderia chegar lá em pouco tempo e com a ajuda de alguns medicamentos e curativos, estaria novo em folha muito em breve. E ai, poderia arrancar a cabeça do vampiro que lhe causara aquilo.

Mas, no seu íntimo, Matt sabia. Não era só pela surra, era também pela garota. A bruxa ruiva dona do colar que permanecia enrolado entre seus dedos sujos de sangue e cinzas. Apertou um pouco mais a correntinha da joia ao redor do punho e recomeçou a caminhar, sempre na direção do hospital. Demorou um pouco mais que o previsto para conseguir atravessar a distância que o separava dos remédios, e quando finalmente adentrou a recepção, sentiu vontade de desabar ali mesmo, estava cansado e dolorido demais. A loirinha da recepção correu na direção de Matt, chamando pelos enfermeiros que estavam de plantão naquela noite. – O que houve senhor? – Ela perguntou no mesmo instante em que o lobo foi empurrado para uma espécie de maca. – A festa do colégio está realmente de matar... – Abriu um sorriso fraco, sentindo que as pálpebras não ficariam abertas por muito mais tempo, precisava dormir um pouco para recuperar as forças. A única coisa que via era o teto branco do hospital deslizar rapidamente diante de sua visão embaçada, sentiu algo ser aplicado na veia de seu braço e aos poucos, a dor foi diminuindo, ficando em segundo plano, quase impossível de ser notada. Deixaram-no num quarto na companhia de alguém que estava limpando seus ferimentos, não perdeu tempo para ver quem era, simplesmente fechou os olhos e dormiu. Uma hora, talvez duas. Seu corpo estava bem melhor, tudo estava bem melhor, mas tinha medo de abrir os olhos e encontrar algo indesejável a sua frente. Uniu as sobrancelhas, sentindo um cheiro particularmente familiar.

Tinha o cheiro de Mikhail, mas também tinha cheiro de lobisomem... Tomou coragem e abriu os olhos de uma vez, encontrando um par de orbes azuis bem a sua frente. – Oi! – Era voz de mulher, disso Matt tinha certeza, mas mesmo assim, não conseguiu controlar o susto. Com um pulo, levantou-se da cama, agarrando a primeira coisa que encontrou – que no caso, foi uma tesoura – e apontou em direção da garota. – Pensei que não fosse acordar nunca! – A garota não devia ter mais que quinze anos, tinha mechas cor-de-rosa em meio à cascata loira que escorria de sua cabeça. Matthew mantinha as sobrancelhas unidas de desconfiança e tinha certeza que seus olhos estavam amarelos, sempre ficavam amarelos quando se assustava daquela forma ou quando arrumava encrenca. Estava assustando a garota, mas também estava assustado para pensar em algo que fosse correto. – Quem é você? – Deu um passo para trás, ainda apontando a tesoura. A garota parecia muito despreocupada, deu a volta na cama e aproximou-se com calma do lobisomem. Só então, Matt pode notar que ela era como ele. Ambos eram lobos. – Por que você... tem cheiro de vampiro, se é uma loba? – Seus músculos estavam rígidos de tensão, até que observou a mão da garota. Ela segurava o colar de Jessica entre os dedos magros e delicados, mas parecia não se importar muito por estar em posse de algo que não era dela. Estava confuso, queria atacá-la, mas era pequena demais para uma luta justa, e ainda não tinha certeza absoluta se seu corpo reagiria bem a uma luta após a outra, Matt era um lobo e não um robô.




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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Dom Nov 04, 2012 7:14 pm







911 - Calling Cassie Holmes






Era interessante observar Matthew a uma certa distância, enquanto ele se arrastava pelas ruas escuras. Eu sempre imaginei como seria ter um irmão, e vou dizer uma coisa, aquele sujeito estava longe do que eu tinha imaginado. Mas, também não parecia ser tão ruim assim. Continuei seguindo o lobo – ou o pouco que restava dele – até que ele parou perto de um poste de luz, tossindo e cuspindo sangue. Tá! Exagerei na parte do "que restava dele", mas sejamos sinceros, meu suposto irmãozinho não estava nada bem. Na verdade, já vi zumbis de filmes com aparência melhor. E para piorar, o que o estúpido estava fazendo? Será que ele não sabe que hospitais não são o melhor lugar para um lobisomem? Parei por um instante, no meio da rua deserta, vendo Matthew se afastar e entrar na recepção da Emergência. Algo me dizia que a noite ainda seria muito longa, então soltei um suspiro, e mais uma vez fui atrás dele, afinal eu não tinha mesmo para onde ir e ele era o motivo pelo qual eu estava naquela cidade. Assim que entrei na recepção, vi os enfermeiros carregando Matthew em uma maca, arrastando-o para dentro de uma sala nos fundos do corredor. Olhei em volta e não havia sinal de nenhuma presença, então aproveitei para segui-los. Fui me esgueirando pelo corredor até ter de me esconder atrás de uma daquelas portas de vai e vem, já que os enfermeiros que estavam com meu irmão tinham voltado. Ao passar pela porta, avistei uma enfermeira cuidando dos ferimentos de Matthew, enquanto ele parecia apagado sobre a cama de um dos quartos. Ela não demorou muito e logo saiu de lá. Então, pude entrar e dar uma boa olhada mais de perto no tal lobisomem que minha mãe dizia ser meu irmão.

Me aproximei da cama, enquanto abria minha mochila, tirando uma maçã de dentro dela - eu estava com fome, ora -, começando a comê-la ao mesmo tempo em que me ajeitava, sentando em uma cadeira. Larguei a mochila no chão, do meu lado e fiquei esperando que Matthew acordasse. Pareceu uma eternidade, já que hospitais tem, digamos o dom de fazer você se sentir entediado, mas não levou tanto tempo assim. Logo notei que ele começava a dar sinais de que estava acordando. A boa notícia era de que ele parecia bem melhor, apesar do estrago que tinham feito nele. Fiquei em alerta, observando o lobo, enquanto terminava de comer minha maçã com calma. Não demorou muito e um par de olhos desconfiados me encarou. – Oi! – Eu disse levantando da cadeira e chegando mais perto da cama. Foi o suficiente para que meu irmão "o gênio", saltasse e agarrasse uma tesoura, apontando o objeto na minha direção. – Pensei que não fosse acordar nunca! – Minha voz era calma e meu olhar indiferente. Arqueei as sobrancelhas, olhando séria para tesoura. Ele estava mesmo me ameaçando com aquilo? Olhei para o objeto cortante e revirei os olhos, dando mais uma mordida na maçã, enquanto analisava o lobisomem a minha frente. Uma coisa era certa, ele não se parecia nada comigo. – Você não é muito inteligente, não é? – Respondi a pergunta com outra. Não ia dizer quem eu era logo de cara. – Hospitais não são lugares seguros para lobisomens, e esses médicos podem descobrir quem você é com um simples exame. Devia ter mais cuidado. – Larguei o que restou da maçã em uma lixeira e limpei minhas mãos uma na outra. Só então dei a volta na cama, aproximando-me mais do lobo. – Sou Cassie, Cassie Holmes... E você também está cheirando a vampiro, aliás, está com cheiro de dois vampiros, o que não é nada atraente. – Dava para ver que ele estava confuso e na defensiva, mas eu não podia censurá-lo por isso, já que no lugar dele eu agiria bem pior. – Encontrei isso no chão, perto da cama onde você estava. Presumo que não seja seu. - Disse ao estender a mão, mostrando o colar ensanguentado.






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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Dom Nov 04, 2012 8:37 pm





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A garota era um tanto atrevida, não tinha medo, isso era mais que visível. Matthew largou a tesoura, deixando que a mesma caísse no chão, sem se preocupar com o barulho ou se estaria acertando seus próprios pés. Realmente, o susto de ver uma menina tão perto depois de uma surra como a que tinha tomado, deixou-o nervoso demais e acabou agindo por impulso ao pegar a tesoura. Abaixou a cabeça, fitando as mãos ainda manchadas de sangue, escutando meio desatento o que a loirinha falava. Na verdade, não tinha muita importância, ele não a conhecia, ela não estava o tratando bem, era uma pequena intrusa no quarto de hospital que era dele por direito. – E você devia tomar cuidado com a língua... – Matthew ergueu a cabeça e fitou a miniatura de loba nos olhos, esboçando um sorriso um pouco forçado, mas que no fundo era de deboche. O lobo aproximou-se e apanhou o colar da mão de Cassie, enfiando-o dentro do bolso da calça. “Vamos trocar farpas então!”, pensou, analisando com cuidado os detalhes do rosto da menina. – Primeiro, não foi você que apanhou e quase morreu queimada. Segundo, eu não te conheço, nunca te vi na vida e não estou aberto para estreitar relacionamentos. E terceiro, você não devia andar sozinha, seguindo estranhos por uma cidade como Mystic Falls! – Odiava agir daquela maneira, mas algo despertou seu lado responsável e durão, e poderia jurar que o que despertava aquilo nele era a tal de Cassie.

A garota se parecia com alguém que Matt conhecia, só não conseguia se lembrar de quem. Caminhou até Cassie e girou o corpo da garota, deixando-a de costas para ele, empurrando-a com cuidado para a porta do quarto, mas quando o lobo tentou puxar a maçaneta, foi surpreendido por um chute que fez a porta fechar-se novamente. Cassie o olhava, determinada a ficar no quarto, fazendo o lobo soltar um suspiro pesado e pressionar os dedos contra a ruga que se formou em sua testa. – Olha, Cassie... Por favor, vai pra casa. – Falou baixo, como se soubesse que a loirinha não atenderia ao seu pedido. Era adolescente, rebelde, Matt até poderia tentar entender, mas não tinha cabeça e paciência naquele momento para crises femininas, precisava encontrar a vampira que lhe deu seu sangue, encontrar Mikhail e encontrar Jessica. O colar dentro do bolso pareceu pesar quilos, sentia-se responsável por não ter conseguido proteger uma garota de um vampiro. Era mesmo um inútil. – Sua mãe deve estar preocupada. A minha também estaria se ainda fosse viva. – Estava usando as palavras da forma que sabia que uma hora ou outra conseguiria convencer a loba de ir embora.

Mas, antes precisava saber mais algumas coisas. – Afinal, por que está aqui? Já sei, está perdida? – Riu baixo, cruzando os braços e balançando a cabeça de forma descontraída. – Meu pai me espancaria se eu fizesse isso. Ainda bem que ele ta queimando, bem longe daqui. – Não tinha a intenção de dar detalhes de sua vida, mas o gosto amargo da morte do pai invadiu sua boca quando lembrou que a garota podia ter família, e com certeza estavam preocupados com ela. Matt não tinha. Não tinha ninguém, poderia morrer e ninguém iria ao enterro, aliás, não haveria enterro. Descruzou os braços, um pouco desconfortável por ter dito aquilo, mas pigarreou baixo e continuou. – Me conhece de algum lugar ou simplesmente sentiu curiosidade de invadir o quarto e dizer que roubei o colar? – Bateu a mão no bolso, lembrando-a de que a joia ainda estava ali. A desconfiança cresceu mais ainda, conforme fitava os olhos azuis de Cassie. Holmes era o sobrenome, não conseguia se lembrar de algum conhecido que possuía Holmes e também não conseguia se lembrar onde já tinha visto o rosto daquela garota.




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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Dom Nov 04, 2012 11:59 pm






911 - Calling Cassie Holmes




Matthew não estava facilitando as coisas, mas eu já esperava por isso, afinal eu era uma completa estranha na vida dele, assim como ele era na minha. Do nada ele largou a tesoura, deixando que caísse no chão, mas parecia não se importar caso o barulho chamasse a atenção de alguém do lado de fora do quarto. Ele ainda tinha sangue nas mãos, aliás, por todo o corpo. Por um momento me peguei pensando se ele estaria se sentindo melhor. – Eu sei. Minha sinceridade costuma incomodar os menos despreparados, mas vai acabar se acostumando com a minha língua afiada. – Eu disse sem nenhuma cerimônia. No fundo, eu estava dando dicas de que iria ficar, e sabia que o lobo estava um tanto ofendido comigo, mas não me importei. Eu sempre falo demais, e geralmente digo as verdades na cara. Não é todo mundo que suporta isso, mas Matthew estava se saindo muito bem. Se fosse outra pessoa, nem teria me dado conversa. – Olha, lamento pelo que eu disse, mas eu não gosto de enrolação, então prefiro ser sincera. – Bom, não era o melhor pedido de desculpas, mas pelo menos eu tentei. Nunca fui boa com essas coisas. De repente, ele sorriu de um jeito estranho e se aproximou, tirando o colar de minhas mãos e enfiando no bolso da calça. Não estava feliz, isso é certo. Mas, também não parecia zangado, só estava confuso, cansado e muito desconfiado. Eu poderia perceber isso, mesmo se não olhasse para ele. Seu tom de voz dizia tudo.

Foi então que ele começou a despejar um monte de palavras secas encima de mim. Escutei tudo, sem dizer um "ai", mas quando ele tentou me colocar para fora do quarto, fui obrigada a reagir, metendo o pé na porta, fazendo com que ela voltasse a se fechar. – Ok! Minha vez! – Eu disse encarando Matthew. Estava séria, mas me mantinha misteriosamente calma. – Primeiro, eu estava na festa de Halloween, não vi você apanhar, mas acho que isso não faz muita diferença, já que ainda posso ver o seu estado. Segundo, eu também não te conheço e também nunca tinha visto você na minha vida, pelo menos até hoje. Então, não pense que isso está sendo fácil pra mim. Terceiro e último, mas não menos importante, eu tenho 15 anos e sei me cuidar, ok? Mas agradeço a sua preocupação. – Eu não estava zangada, mas me sentia nervosa. Tudo que eu precisava fazer era abrir a boca e deixar que as palavras certas saíssem sozinhas, mas aquilo não estava saíndo como eu tinha planejado. Ainda mais com meu irmão dificultando as coisas. "Ok, Cassie... Fale logo. Diga: Eu sou sua irmã! Simples assim, apenas fale, não pense, fale. Fale logo! FALE!!! Droga! Por que é tão difícil?" Minha cabeça começava a doer, então respirei fundo, tentando relaxar e espantar os pensamentos. Soltei um suspiro, enquanto fitava Matt até que ele suspirou também. Aquilo me fez ter vontade de rir, mas procurei ficar na minha. Não queria piorar ainda mais a situação, já que ele estava decidido a se livrar de mim. Tanto que até tentou abrir a porta, novamente, mas tratei de fechá-la com a mão, deixando bem claro de que eu não iria a lugar nenhum.

Então, ele fez uma última tentativa – pelo menos era o que parecia – e me mandou ir para casa. Eu até poderia rir daquilo, caso não tivesse sido pega de surpresa, quando ele mencionou a minha mãe. – Eu até iria para casa... se tivesse uma. A verdade é que acabei de chegar em Mystic Falls, mas estou sozinha. – Fui obrigada a desviar meu olhar para o chão. Não queria falar de minha mãe ou sobre o que tinha acontecido. Comecei a ficar inquieta, sentindo a garganta apertar, então me afastei de meu irmão, ficando de costas para ele. Fiquei olhando para a parede branca, do outro lado do quarto, mas de repente, ela já não parecia tão branca assim. Eu podia ver uma cena passando, como se fosse um filme. Minha mãe estava morta, deitada em uma poça de sangue, e eu estava ao lado dela. – Também não tenho mãe... Ela já se foi a algum tempo. – Respirei fundo e fechei os olhos, tentando apagar aquela cena da minha mente, mas eu sabia que jamais conseguiria. Girei meu corpo lentamente até voltar a abrir meus olhos, só então fitei Matt. – Eu não tenho ninguém, quer dizer... quase ninguém. Ainda resta uma pessoa, mas... é complicado... e não sei se ele vai querer ficar comigo. – Eu falava entre pausas, respirando e suspirando, mas desviava os olhos de Matt em alguns momentos, voltando a olhar para o chão. Estava nítidamente sem graça e já me sentia ridícula por estar naquele lugar. Talvez não tivesse sido uma boa ideia ir atrás dele. Eu estava criando expectativas, esperando que ele me aceitasse, mas no entanto nem sequer nos conhecíamos. Ele não tinha obrigação de ficar comigo e cuidar de mim. Eu não era problema dele. – Não. Eu não estou perdida. Como eu disse, eu estava na festa e vi você no estacionamento com aquela vampira. Vi quando ela deu o sangue pra você e depois foi embora. – As palavras estavam começando a sair com mais facilidade. Ainda mais, depois de ver Matthew um pouco mais descontraído. Fiquei surpresa ao ouví-lo falar de nosso pai, mas como nunca o conheci, ele era tão estranho pra mim quanto o próprio Matt. – E eu não disse que você roubou o colar, só mencionei o fato dele estar com você. Talvez a vampira o tenha deixado cair e você o encontrou. Como é que eu vou saber? Não sou do tipo que julga as pessoas sem conhecê-las direito. – Agora era eu quem estava na defensiva. Levantei um pouco a voz, enfrentando o olhar desconfiado de Matthew. Por fim, revirei os olhos, bufando até cair de volta na cadeira do quarto. – E se eu te disser que estou na cidade por sua causa? E que a minha mãe conheceu o seu pai... E que você e eu temos mais coisas em comum do que você imagina... – Soltei as palavras no ar, enquanto observava meu irmão com um certo receio. Eu tinha que me arriscar ou ficaríamos naquilo pelo resto da noite.







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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Seg Nov 05, 2012 5:09 pm





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Por que a garota insistia em dificultar as coisas? Matthew bufou, começando a se irritar com aquele impasse nada agradável naquele quarto frio de hospital. Como uma... Loba de apenas quinze anos conseguia ser tão irritante e implicante daquela maneira? Além de preocupado estava também intrigado. “Eu até iria para casa... se tivesse uma. A verdade é que acabei de chegar em Mystic Falls, mas estou sozinha.” A garota tinha mesmo viajado sozinha? E estava mesmo conversando com um completo estranho? Matt vincou o cenho, sentindo aquela ruga de sempre se formar, dessa fez com mais intensidade, pensando sobre o que a loirinha dizia. – Também não tenho mãe... Ela já se foi a algum tempo. – O lobo ergueu as sobrancelhas, olhando-a mais atentamente, isso explicava boa parte de sua rebeldia, pelo menos em algo ambos eram parecidos, isso já era o começo para tentar mandá-la para algum lugar bem longe dele. – Eu não tenho ninguém, quer dizer... quase ninguém. Ainda resta uma pessoa, mas... é complicado... e não sei se ele vai querer ficar comigo. – Cassie parecia escolher as palavras, ou talvez não conseguisse encontrá-las, gaguejava, ficando visivelmente sem jeito para continuar aquela conversa. Matthew pensou em ajudá-la, mas sabia que seria ainda mais constrangedor se meter com a garota, ele nem a conhecia, devia manter distância, mesmo sabendo que ambos possuíam o mesmo segredo.

Não. Eu não estou perdida. Como eu disse, eu estava na festa e vi você no estacionamento com aquela vampira. Vi quando ela deu o sangue pra você e depois foi embora. E eu não disse que você roubou o colar, só mencionei o fato dele estar com você. Talvez a vampira o tenha deixado cair e você o encontrou. Como é que eu vou saber? Não sou do tipo que julga as pessoas sem conhecê-las direito. – Ficava cada vez mais surpreso com a quantidade de informação que Cassie possuía. Então ela o estava seguindo desde a festa, não viu a luta, mas viu quando ele estava ferido e foi salvado pela misteriosa vampira fantasiada de Poison Ivy. Abriu a boca para interromper a linha de conversação da lobinha, mas deteve-se quando ouviu sua frase seguinte. – E se eu te disser que estou na cidade por sua causa? E que a minha mãe conheceu o seu pai... E que você e eu temos mais coisas em comum do que você imagina... – O rosto de Matt empalideceu, mas voltou a ter cor imediatamente, talvez de raiva. A garota não tinha direito algum de meter em sua vida daquela forma, e por mais que ele detestasse Colin e tudo o que tinha relação ao falecido pai.

Teve vontade de socar algo, quebrar a porta ou as paredes, há tempos não se sentia daquela maneira. Mas, conseguiu se controlar. Respirou fundo duas vezes e virou-se de costas para Cassie, esfregando o rosto com um pouco mais de força que o necessário, ela não precisava ver seu estado. Virou-se de volta, encarando-a com seriedade, mas acabou desmanchando-se numa risada longa. – Você está dizendo... – Não conseguiu continuar a frase, a risada o atrapalhava. – Está dizendo que nós dois... – Conforme a realidade ia se aproximando, a risada do lobo desaparecia. Estava ficando mais claro as reais intenções de Cassie e Matthew não gostava nada de pensar que aquilo poderia mesmo ser verdade. – Está brincando comigo? Isso é serio? – Sua expressão transformou-se novamente, fitava a loirinha, curioso e preocupado, temendo por suas respostas. Mas, no fundo ainda sentia vontade de rir. Desejava que tudo não passasse de uma piada. – Quer dizer... Não! Como assim?! – Fechou os olhos com força, cerrando os punhos, encostando a testa na parede gelada. A cada segundo sentia-se pior. Tudo estava ficando mais claro, mas queria ouvir da boca da garota o que ela tinha para dizer de tão importante, já que ela não parecia ser nem do estado da Virgínia. Uma adolescente não viajaria tantos quilômetros para brincar com a cara de um desconhecido, não daquela maneira. Não com aquelas palavras. E como ela sabia de seu paradeiro? Soube exatamente como encontrá-lo. O reconheceu sem a ajuda de ninguém. Como acreditar numa loba adolescente de cabelo colorido? Sentia-se num drama de novela mexicana.




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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Ter Nov 06, 2012 12:04 am






911 - Calling Cassie Holmes




Matthew não estava feliz, mas isso não era novidade, já que desde o momento em que me viu, parecia ter ficado perturbado. Logo a perturbação momentânea passou para irritação, mas ele parecia estar tentando se controlar, apesar de eu achar que se dissesse mais alguma coisa, seria arremessada para fora do quarto. O observei em silêncio, por um tempo, enquanto ainda me mantinha sentada na cadeira. Matt respirou, empalideceu após me ouvir falar, voltou a respirar e só então, virou-se para mim. Ele parecia tenso, mas foi só a minha impressão, já que no minuto seguinte desatou a rir de forma quase histérica. Arqueei as sobrancelhas, olhando a cena com indiferença, aguardando que meu irmão se acalmasse. De repente, ele começou a falar frases incompletas. A coisa estava ficando séria mesmo. Respirei fundo e voltei a encará-lo até que por fim, ele se acalmou. – Tudo bem... Não achei mesmo que fosse acreditar em mim, mas não tenho motivo pra pegar um ônibus e viajar durante horas, para depois chegar aqui e ficar inventando histórias pra alguém que nem conheço. Então, se quiser achar que estou mentindo... – Dei de ombros, ainda fitando o lobo a minha frente. Eu estava desapontada e uma parte de mim sentia-se derrotada por dentro, mas a culpa não era de Matt. Eu realmente achei que por um momento, ele iria se tocar da coisa toda e iria me aceitar. Foi um erro, reconheço, mas a verdade, é que havia uma imensa bagunça dentro de mim e eu não sabia mais o que sentir. Tudo andava se misturando naqueles dias. Então, era difícil não criar expectativas sobre certas coisas, quando meus sentimentos estavam tão confusos. Acabei levantando da cadeira e suspirando. Dei dois passos na direção de Matt, mas não ousei me aproximar mais do que isso. Não era medo, só estava respeitando o enorme muro invisível que estava erguido entre nós.

Quer saber a verdade? Bom... É isso mesmo que você entendeu, mas que não tem coragem de pronunciar. Você e eu somos irmãos, e não tenho porque mentir sobre isso. – BUMM!!! As palavras, literalmente explodiram de minha boca, sem nenhum empecilho, sem nenhuma resistência. Talvez tenha sido a reação de Matthew que tenha provocado isso, mas o fato é que simplesmente falei o que era para ser dito desde o momento em que entrei naquele quarto. – Como eu disse, o seu pai e a minha mãe se conheceram, e o resultado... sou eu! – Me aproximei da cadeira e peguei a mochila do chão. Após abrí-la, tirei o diário que carregava sempre comigo, mostrando a Matt o que tinha em mãos. – Minha mãe passou anos escrevendo esse diário. Tem coisas que foram escritas aqui, muito antes de eu nascer. Ela fala sobre o seu pai, sobre como se conheceram, o medo que ela tinha dele após descobrir o que ele era... o jeito como ele contou sobre você e a sua mãe. Foi assim que ela ficou sabendo que ele já tinha uma família. E foi por causa desse diário e dessa foto, que descobri como achar e reconhecer você. – Puxei a foto do bolso de minha jaqueta e estiquei a mão para que Matthew a pegasse. Ele não parecia interessado, então larguei a foto sobre uma mesinha que estava perto dele. – A fotografia é um pouco antiga, mas deu pra reconhecer você através dela. Aliás, você e a sua mãe pareciam estar se divertindo quando foram fotografados. – Larguei a mochila encima da cama e comecei a andar pelo quarto, enquanto falava, mas sem olhar para um ponto fixo. Quando eu não olhava para o Matt, as palavras pareciam sair de minha boca com mais facilidade, mas nem por isso a situação ficou menos tensa. Deixei escapar um longo suspiro, enquanto folheava algumas páginas do diário, ainda andando pelo quarto. Espiei Matthew pelo canto de meu olho esquerdo e só então, resolvi olhar para ele.

Depois que minha mãe... morreu, eu fui até a antiga casa onde você morava, em Boston, mas não tinha mais nada lá. Então, já que a minha mãe tinha feito uma pesquisa sobre Mystic Falls, achei que não custava nada dar uma olhada por aqui. Eu sou de Baltimore, nasci lá... – Eu estava tentando puxar conversa, quebrar o gelo, sei lá! Estava nervosa e ver o Matt com aquela cara tensa, não me deixava nada à vontade. – Olha... a verdade é que eu não esperava encontrar você aqui. Eu já estava quase desistindo e indo embora da festa. Tinha até pensado em pegar o primeiro ônibus pela manhã, mas... quando eu vi você no estacionamento, eu senti algo... familiar. – Fechei o diário e me aproximei de meu irmão, tentando encontrar alguma coisa, qualquer resposta que pudesse soar positiva em seu olhar. Porém, ele parecia duro e frio como um cubo de gelo. – Não sei mais o que dizer pra você. Não tem obrigação de acreditar em mim... Na verdade, você não tem obrigação com nada. Fui eu que vim atrás de você e... talvez não tenha sido uma boa ideia. – Desviei os olhos de Matt e olhei para o diário que tinha em minhas mãos. – Talvez você tenha razão... é melhor eu ir embora. – Minha voz saiu mais baixa do que o normal, enquanto eu dava as costas para Matthew. Voltei a pegar a mochila, enfiei o diário dentro dela e fechei o zíper. Não olhei para o meu irmão, não conseguia porque se eu olhasse ia acabar ficando presa ao chão. Então, simplesmente joguei a mochila em um ombro e andei até a porta. A questão era: Será que eu queria mesmo atravessá-la?






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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Qui Nov 08, 2012 1:08 pm





OH SHIT! I'M SCREWED, MAN...


FLAMES BURN HIGHER, SKIES ON FIRE, FLAMES GET HIGHER...


Permaneceu ali, com a testa encostada no azulejo frio da parede, esperando que Cassie dissesse alguma coisa. Ela tininha que dizer, negar tudo o que já havia dito, tentar convencê-lo de que aquilo era só uma pegadinha de Halloween, mas a loirinha continuou sendo um empecilho. – Tudo bem... Não achei mesmo que fosse acreditar em mim, mas não tenho motivo pra pegar um ônibus e viajar durante horas, para depois chegar aqui e ficar inventando histórias pra alguém que nem conheço. Então, se quiser achar que estou mentindo... – Eram quase as mesmas palavras que Matt pensara consigo mesmo. Não existiam motivos para uma pessoa, aliás, uma adolescente, perder seu tempo tão longe de casa. Se Cassie quisesse enganar algum trouxa, teria o feito em sua cidade e não há quilômetros de distância. Fechou os olhos com mais força, incomodado com o repentino silêncio da loba, por mais insuportáveis que suas palavras fossem, Matthew gostava de ouvir sua voz, de certa forma, ela lembrava como a mãe o tratara. E o lobo gostava de se lembrar de Rachel. Respirou fundo, mantendo os olhos e os punhos cerrados, até que a bomba explodiu bem na sua frente. – Quer saber a verdade? Bom... É isso mesmo que você entendeu, mas que não tem coragem de pronunciar. Você e eu somos irmãos, e não tenho porque mentir sobre isso. – Matthew desencostou a testa da parede só o suficiente para não ter que continuar sentido o material gelado esfriar sua pele quente, mas na verdade, sentiu vontade de cair no chão e espernear como uma criança mimada. Sentia ódio de Colin. Cassie não tinha culpa daquilo, e nem a mãe dela, só o maldito pai dos lobos, o maldito homem que espalhara sua maldição, comprometendo seus filhos e toda uma cidade, colocando pessoas inocentes em perigo.

Abriu os olhos lentamente, fitando sua... Fitando a loba pelo canto do olho, encontrando muitos detalhes familiares em seu rosto delicado. Quando pensou em parar em Mystic Falls, não imaginava estar sendo procurado por uma adolescente. Por sua... Por Cassie. – Como eu disse, o seu pai e a minha mãe se conheceram, e o resultado... sou eu! – A loirinha continuou falando, tentando manter a calma. Estava abalada, mas Matt não sabia dizer se ele parecia chocado com aquilo. Estava entorpecido com a notícia. A garota remexeu em sua mochila e trouxe um caderno, que na verdade era um diário, e exibiu-o para o lobo. Estava distante, lembrando-se com nojo das noites em que o pai saía sem ter hora para voltar, ficava dias longe de casa e quando aparecia, surrava o filho e a companheira. Eram tempos difíceis aqueles, tempo de sofrimento e solidão. Matthew nunca precisou sair às ruas para encontrar violência, ele tinha encontros terríveis com ela todas as noites, bem diante de seus olhos ou em sua própria pele. Cassie retirou uma fotografia da jaqueta e mostrou ao lobo, que apenas deu uma rápida olhada de soslaio, desviando o olhar para o azulejo, não queria remexer no passado, doía. E sofrer não estava em seus planos.

A lobinha andava de um lado para o outro, falando coisas desconexas para Matt. Depois de explicações das quais o rapaz não demonstrou muito interesse, Cassie aproximou-se, examinando-o, como se buscasse algo que sabia que não encontraria nele. – Não sei mais o que dizer pra você. Não tem obrigação de acreditar em mim... Na verdade, você não tem obrigação com nada. Fui eu que vim atrás de você e... talvez não tenha sido uma boa ideia. – Matthew soltou um suspiro quase imperceptível, afastando os punhos da parede, deixando que as mãos pendessem ao lado de seu corpo. A cabeça ainda estava caída para frente e os olhos estavam fixos em seus sapatos, ele precisava mesmo dizer alguma coisa? – Talvez você tenha razão... é melhor eu ir embora. – O lobo ergueu a cabeça diante das palavras da mais nova, observando seu reflexo no azulejo. Cassie guardava suas coisas, ele podia ouvir o barulho do zíper da mochila se fechando... A vida da garota estava se fechando. Colocou-se no lugar da adolescente, imaginando como seria difícil, tão nova carregar mortes consigo, sofrer com as transformações, com a dificuldade de controlar a raiva, com a solidão. Cassie era como Matthew. Não tinham família, os amigos se foram com o tempo, eram almas que vagavam sem rumo pelo mundo. Ignorar a menina seria o mesmo que agir como Colin, seu tão odiado pai, e tudo o que o lobo mais desejava era ser o oposto que o pai fora durante toda a vida. A loirinha aproximou-se da porta fechada e segurou a maçaneta, girando-a. Matthew sabia que iria se arrepender de tudo mais tarde, só não podia deixá-la ir. – Cassie... Espera. – Falou baixo, virando o rosto para a adolescente. – Eu moro numa casa bem estranha, acho que você vai gostar das revistas em quadrinho que eu guardo no fundo do armário. – Deu um rápido sorriso, cruzando os braços. Estava certo de que tentaria aceitar a menina em sua vida, mas ambos teriam que ter paciência. Descobrira que era lobo há dez anos, sabia lidar com isso, mas ganhou uma caçula há alguns minutos e precisava de um tempo para acostumar-se em ser irmão mais velho.




Tags: Hospital - Cassie. Vestindo: fantasia Música: Notwist - Consequence template por: _ANA @ TDN
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Klaus Kauffman
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MensagemAssunto: Re: Hospital de Mystic Falls   Qui Nov 08, 2012 8:07 pm

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